Entrevista com Alejandro Buenrostro: o México e os zapatistas de ontem e de hoje

Uma possibilidade de convivência humana e solidária entre as pessoas experimentada pelos mexicanos.

Fonte: Correio da Cidadania

Escrito por Guga Dorea
Quarta, 20 de Julho de 2011
Tenho escrito, há algum tempo, sobre qual é a relevância de conhecer os zapatistas no Brasil, além de alguns textos referentes aos cem anos da Revolução Mexicana. Por conta disso, optei por fechar o ciclo realizando essa entrevista com o sociólogo mexicano Alejandro Buenrostro, criador do projeto Xojobil, centro de Informação e Documentação sobre os zapatistas, em Guarulhos, São Paulo.

Alejandro nasceu no dia 9 de maio de 1935, na Cidade do México, e em 1981 cursou sociologia no departamento de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Iberoamericana, também na Cidade do México, além do mestrado nessa mesma área, tendo inclusive realizado alguns créditos na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Durante algo em torno de 30 anos conviveu diretamente com a cultura indígena, quando em 1989 optou por se mudar para o Brasil com sua esposa brasileira, a pedagoga brasileira Maria José, que trabalhava com ele desde 1975 naquele país.

Antes de ir para o México, Maria José foi protagonista de uma das propostas mais instigantes e inovadoras da educação brasileira, ao atuar como professora da chamada Escola Vocacional, uma experiência pedagógica, criada pela educadora Maria Nilde, entre as décadas de 60 e 70, que desenvolveu um método experimental de ensino público nos municípios de Americana e Batatais, entre outras regiões de São Paulo, procurando estimular o senso crítico e o desejo de aprender de seus alunos.

Em São Paulo, Maria José e Alejandro entraram em contato com o comitê de solidariedade às comunidades zapatistas e, no ano de 2002, organizaram e lançaram o livro “Chiapas, construindo a esperança”, pela editora Paz e Terra, junto com o professor de geografia agrária da Universidade de São Paulo (USP) Ariovaldo Umbelino de Oliveira. Já em 2003, voltaram ao México para trazer uma série de livros sobre os zapatistas e os movimentos camponeses e indígenas do México, além do contexto político, econômico, social e cultural de seu país de origem.

Alejandro publicou ainda, pela Editora Alfarrabio, fundada pelos editores André Larcen e Rogério Chaves, o livro “As Raízes do fenômeno Chiapas: o Já Basta da Resistência Zapatista”, que expressa a sua experiência de vida entre os indígenas. E com o apoio do próprio André, que desenvolveu todo o projeto do site, nasceu então o projeto Xojobil.

Vamos, então, à entrevista:

Só para começarmos, fale um pouco sobre a sua experiência com os indígenas mexicanos?

Sempre tive uma experiência muito humana e amiga com meus pais e professores. Por conta dessa influência, cresci com uma imensa vontade de ser missionário e ter contato com professores que haviam tido experiências com os indígenas. A minha idéia inicial foi ir a Serra Tarahumara para conhecer a realidade dos índios em condições precárias de vida.

No entanto, quando fiquei sabendo, em 1957, que poderia trabalhar com os indígenas do estado de Chiapas, sul do México, optei por mudar de trilha e, no ano de 1961, decidi mesmo conhecer Chiapas. Nesse período, já conhecia algumas populações marginas, que viviam nas proximidades da Cidade do México, além de já participar de grupos de catequismo em zonas indígenas.

Quando cheguei em Bacharon, queria aprender a língua indígena. Participei da ação pastoral dos jesuítas e descobri que estavam totalmente distantes do meu pensamento. Eles propunham integração dos indígenas no que era conhecido como nação mexicana, que o objetivo maior deles deveria ser o de aprender o espanhol.

Foi então que, através desse contato direto com a língua e a cultura indígena, presenciei de perto o que é o racismo e o desprezo contra essa população por parte dos mestiços, além de vivenciar as condições humanas precárias que viviam naquele período e que vivem até hoje. Saí de Chiapas em 1980 para depois, até 1998, realizar alguns trabalhos em outros estados do país. Nesse período, de 1994 a 1998, atuei no Instituto Michoacan de Educação, sempre inserido na problemática das comunidades indígenas e camponesas.

Desde 1994, quando os zapatistas declararam guerra ao governo mexicano, a minha esposa se dedicou a registrar informações sobre esse movimento, com o objetivo de esclarecer o contexto político e social da época. O livro “Chiapas: construindo a esperança” tem artigos selecionados por ela. Quando chegamos ao Brasil, surgiu a necessidade de informar o que são e o que querem os zapatistas. Chegamos em 1998 e o que encontrei sobre os zapatistas foram interpretações acadêmicas, sobretudo marxistas. Foi aí que criei, junto com o André, o projeto Xojobil.

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Vamos falar agora sobre a História do México. A Revolução Mexicana completou cem anos no ano passado. Qual é seu legado nos dias de hoje?

A insurreição massiva dos indígenas e camponeses na Revolução Mexicana provocou a ruptura do passado colonial e porfirista (Porfírio Díaz). A entrada do capitalismo, apoiada pela revolução burguesa, no entanto, impediu a trajetória espontânea do movimento popular.

Enquanto isso, os indígenas e camponeses resistiram e reforçaram a sua própria cultura. De um lado, é possível dizer que eles chegaram a ser absorvidos pela modernização, oferecida pelo capitalismo emergente no México daquela época. Mas de outro, não presenciamos a aniquilação do que aparentemente ficou para trás. A junção passado-presente abriu brechas para os indígenas inventarem outra forma de ser e de pensar o mundo, que desencadeou nos dias de hoje no movimento zapatista.

Zapata e Villa lutaram pela terra e pelo respeito à organização indígena e camponesa, enfim, pela dignidade. A luta zapatista atual reconhece a organização indígena e seus valores culturais, além da capacidade dessa cultura para enfrentar os desafios da modernidade. Pensando nessa força popular, outro legado deixado pela revolução foi a reforma agrária, uma distribuição social que favoreceu os setores populares como um todo. Também tivemos o surgimento da educação e do serviço de saúde gratuitos, além da confirmação da separação da Igreja do Estado.

Histórica e culturalmente, a esquerda ortodoxa sempre se guiou pela necessidade de conquistar o poder e só a partir daí almejar a ruptura com o capitalismo. Zapata e Villa desejavam o poder e fracassaram?

Eu acredito que não pretendiam o poder. Eles estavam querendo que as comunidades tivessem a possibilidade de realizar seu modo de vida com justiça, liberdade e solidariedade, com a participação coletiva de todos. Na realidade, os revolucionários burgueses estavam entusiasmados com o capitalismo e pensavam que os indígenas e camponeses se tornariam um obstáculo. Por conta disso, não valorizavam a sua cultura, decidindo reprimi-los. Em todo esse contexto, o legado da Revolução Mexicana hoje é a força dessa cultura que, depois de cem anos, continua viva nos corações dos indígenas e camponeses.

O que significa não desejar o poder?

Para a cultura indígena, o poder está na comunidade, no consenso da assembléia comunitária. A realidade cultural dos zapatistas e dos indígenas mexicanos é totalmente distinta da cultura ocidental, que tem como prática de poder o domínio e não a prestação de serviço. A experiência indígena, desde o descobrimento da América, foi experimentar a dominação, a exploração, a injustiça, o engano e a falta de respeito à dignidade humana.

Por isso, sua posição é não aceitar os poderes político e econômico do Estado burguês. Sua preocupação é lutar pela autonomia e dignidade, pelo bem de todos. Na visão ocidental, isso só é possível com a conquista do poder. Para a tradição indígena, não é esse poder que vale, é ter a possibilidade de crescer e viver, em paz, com a participação coletiva de todos.

Dessa forma, os zapatistas não querem ser vanguarda. Por quê?

Os zapatistas se consideram e querem ser considerados como uma das inúmeras forças existentes no país. Não querem impor sua própria maneira de lutar e sim conhecer profundamente os modos de pensar e de agir de todos os movimentos sociais e políticos existentes no México e também em outros países. São iniciativas que preparam o terreno para que todas as forças tenham a oportunidade de escutar e ser escutadas, sempre tendo em mente transformações realmente democráticas.

Enfim, eles querem aprender coletivamente o caminho a seguir. No momento atual, é reconhecer nos zapatistas a preocupação de escutar a todos que resistem e lutam pelo respeito à natureza e por um mundo mais humano e livre. O lema dos zapatistas é justiça, democracia e dignidade.

O que era autonomia para os zapatistas na época da revolução?

Enquanto para os revolucionários burgueses e a sociedade mexicana, em geral, o progresso era entrar e se adequar ao movimento de modernização existente na Europa e nos Estados Unidos, os indígenas e, concretamente, os zapatistas buscavam promover os recursos humanos, naturais e culturais do México. Eles tinham a visão de um México profundo, capaz de realizar o crescimento autônomo de seus valores culturais.

Como funcionam os municípios autônomos hoje?

A tarefa dos governos autônomos é analisar problemas e encontrar caminhos a partir do diálogo e da cultura da paz. Não há democracia sem a participação de todos, sem responsabilidade política pelo bem comum. Os municípios autônomos propõem uma nova relação com o Estado, com as instituições e todos os setores da sociedade. Autonomia é poder tomar as próprias decisões, sempre com diálogo e respeito. Os municípios autônomos já são, por si só, a mudança. Exercem, na prática, a possibilidade de transformação e de resistência.

Para os indígenas e os zapatistas, não existe propriamente uma hierarquia. Eles reconhecem as pessoas que prestaram serviços para a comunidade e todos sabem a importância do consenso comunitário. Nos municípios autônomos, as pessoas que têm autoridade foram eleitas democraticamente, sabendo que todos podem chegar a ser autoridade para executar o que foi decidido nas assembléias.

O que são os Caracóis?

Os zapatistas têm uma visão de mundo que tem permitido a eles tecer alianças continentais e contar com uma base social que tem se expandido para além dos limites dos municípios autônomos. Em cada caracol (rede social) existe um determinado número de municípios autônomos, que se conectam entre si, sempre com a preocupação do crescimento de todos. A partir de experiências e iniciativas locais, o que prevalece é sempre a colaboração e o respeito mútuo.

Leia mais:

Em terras zapatistas

Entrevista realizada por Guga Dorea, sociólogo e jornalista, além de colaborador do projeto Xojobil e da revista Incluir.

Última atualização em Qui, 21 de Julho de 2011

Filme sobre a tentativa de golpe na Venezuela em 2002

Vídeo bom para vermos que as táticas estadunidenses não mudam com o tempo. Desde as ditaduras do século passado, a história é a mesma.
“O único país do mundo em que não há perigo de golpe de estado são os EUA, pois lá não tem embaixada estadunidanense”.

Movimentos lançam manifesto em apoio ao processo de transformação bolivariano

Os movimentos sociais que apoiam o processo da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) estão se articulando para combater os constantes ataques midiáticos empreendidos contra o processo bolivariano na Venezuela. Para isso, as organizações estão divulgando um manifesto que descreve brevemente a história de mudanças no país e pede o apoio popular para combater as tentativas de manchar as transformações promovidas durante o governo de Hugo Chávez.

O manifesto continental, assinado pela Secretaria operativa dos movimentos sociais que apoiam o processo da Alba, e destinado ao povo da Venezuela, ao presidente Hugo Chávez e aos movimentos sociais do país será levado amanhã para todos os consulados e embaixadas da Venezuela.

“O manifesto está dentro de um contexto de um processo de luta e de solidariedade entre os povos da América Latina. Queremos mostra que a Venezuela é um alvo constante de ataques que partem da mídia burguesa venezuelana, que tenta inviabilizar as mudanças no país”, esclareceu Rosilene Wansetto, da secretaria do Jubileu Sul Brasil.

Wansetto acrescentou ainda que não apenas a Venezuela é alvo de ataques. “Também acompanhamos a invasão das tropas militares no Haiti, o golpe de Estado em Honduras, os problemas ocorridos no ano passado no Equador e não podemos esquecer a luta constante de Cuba. Países e governos que visam atender o povo sofrem invasão para serem enfraquecidos e pressão de países como os Estados Unidos e de grandes empresas para mudarem sua política”.

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A idéia em torno do socialismo ecológico

Mudar radicalmente a racionalidade econômica; aproximar as preocupações da ciência econômica para a necessidade de libertar o homem; criar um novo ambiente propício para a vida de todos os seres humanos, sem a divisão costumeira que privilegia alguns em detrimento de muitos e reconhecer, definitivamente, a existência de limites ao crescimento. São esses alguns pontos centrais da discussão em torno do que se convenciona chamar socialismo ecológico; ou como alguns preferem de eco-socialismo.

Socialismo, sim, no sentido de enaltecer os laços sociais e políticos que respeitam, primeiramente, a Mãe Terra. Socialismo no sentido de fazer a crítica verdadeira ao “deus-capitalismo” que se afirma consoante a idéia básica de que o mercado, altar sagrado do dinheiro, pode tudo. Esse socialismo, aqui defendido, se põe em posição contrária a essa premissa, pois entende que o mercado é incapaz de resolver tudo e que o mundo não pode viver apenas de consumo e mais consumo, como o “deus-capitalismo” sempre quis que assim fosse e quer que assim seja.

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Cuba, estrela cintilante

Escrito por Gilvander Moreira
29-Nov-2010
Tive a alegria e a responsabilidade de visitar Cuba durante nove dias, em dezembro de 2006. Ao voltar da Ilha, escrevi o texto “Cuba: os desafios de um grande povo ‘ilhado’” (cf. http://www.gilvander.org.br/C001.htm). Hoje, dia 15 de novembro de 2010, estou divulgando um novo artigo sobre Cuba, com informações que são fruto de estudo, do que vi e ouvi em Cuba e também do que ouvi de estudantes brasileiros, membros da Via Campesina, que estão estudando em território cubano.

Ouço com interesse pessoas que vão a Cuba e procuro me informar o que se passa com o povo cubano, ciente de que não podemos aceitar ingenuamente a criminalização do governo cubano e do socialismo em Cuba feita pela mídia: TV Globo e Cia. Mas a história absolverá os criminalizados injustamente. Fidel Castro será um deles. A mídia, geralmente, desfila um rosário de preconceitos acerca do regime político cubano e da história da Revolução cubana.

Falar de Cuba, do povo cubano, do socialismo e dos grandes líderes revolucionários, tais como Fidel Castro, Che Guevara e Camilo Cienfuegos, exige muita responsabilidade de quem se arrisca, porque, para quem conhece Cuba, convive um pouco com o povo cubano e estuda a história da revolução cubana, é impossível não aprender e não reconhecer o histórico de indignação, a força e a luta por parte dos revolucionários e o grande sentimento de amor por Cuba e por seu povo por parte desses. E se torna impossível não respeitar e admirar o povo cubano e sua história.

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[Brasília]: II Curso sobre Conjuntura

“Marxismo latino-americano, Imperialismo, e a conjuntura político-econômica de nosso continente”

O Jornal Brasil de Fato e a Escola Nacional Florestan Fernandes, dando continuidade ao esforço de debater os temas relevantes para a transformação da realidade da sociedade brasileira, realizará no Distrito Federal o II Curso sobre Conjuntura, intitulado “Marxismo latino-americano, Imperialismo e a conjuntura político-econômica de nosso continente”.

O curso está organizado em dois eixos, um voltado para o resgate e debate da atualidade de grandes e originais pensadores marxistas latino-americanos, e outro direcionado a análise da influência e desdobramento do imperialismo estadunidense e do subimperialismo brasileiro na recente dinâmica política e econômica da América Latina.

Assim como na exitosa edição anterior do curso, teremos quatro módulos semanais durante o mês de novembro de 2010, dado espaço a pesquisadores e militantes que vem contribuindo com a interpretação da América Latina sob a perspectiva marxista.

As datas, temas e palestrantes para o curso são as seguintes:
Dia 04/11 (Quinta-feira)
A Teoria Marxista da Dependência no Brasil – de Ruy Mauro Marini aos dias de hoje
Local: Auditório Joaquin Nabuco (Faculdade de Direito/Unb)
Horário: das 19h as 22hs
Prof. Fernando Corrêa Prado
Instituto de Estudos Latino-Americanos – IELA/UFSC
Nostromo – Revista Crítica Latino-americana – Universidade Nacional Autônoma do México

Dia 10/11 (Quarta-Feira)
O pensamento de José Carlos Mariátegui e José Arico: contribuições do marxismo latino-americano para análise da atualidade
Local: Auditório do Departamento de Sociologia da Unb
Horário: das 19h as 22hs
Juliana Amoretti
Doutora em Ciências Sociais, pelo Centro de Estudos Comparados Sobre As Américas – CEPPAC/Unb.
Raphael Lana Seabra
Doutorando em Sociologia – SOL/Unb

Dia 19/11 (Sexta-feira)
O subimperialismo brasileiro
Local: Auditório Joaquin Nabuco (Faculdade de Direito/Unb)
Horário: das 19h as 22hs
Profª. Roberta Traspadini
Escola Nacional Florestan Fernandes

Dia 25/11 (Quinta-feira)
Integração e Imperialismo na América Latina
Local: Auditório Joaquin Nabuco (Faculdade de Direito/Unb)
Horário: das 19h as 22hs
Prof. Marcelo Buzetto
Universidade Metodista de São Paulo – UMESP
Coordenador Núcleo de Estudos Latino-Americanos (Nelam/Cufsa)
MST- São Paulo

Número de vagas: 100 vagas, abertas a todos os interessados

Taxa de Inscrição:
* Assinantes do Jornal Brasil de Fato
– R$ 50,00 (cinquenta reais), destinados a cobrir os custos de deslocamento e estadia dos palestrantes;
– Material de apoio com textos sobre os temas;
– Certificado de participação emitido pela Escola Nacional Florestan Fernandes – ENFF

* Não assinantes do Jornal Brasil de Fato
– R$ 135,00 (cento e trinta e cinco reais), com direito a assinatura anual (52 exemplares) do Jornal Brasil de Fato;
– Material de apoio com textos sobre os temas;
– Certificado de participação emitido pela Escola Nacional Florestan Fernandes – ENFF

Inscrições
* Solicitar ficha de inscrição pelo correio eletrônico ccpbdf@gmail.com
* Data limite para pagamento da taxa de inscrição: dia 29/10/2010
* Formas de pagamento
* Depósito bancário
* Cartão de Crédito Visa ou Mastercard, em até quatro vezes sem juros, (opção valida apenas para não assinantes)

Realização
Jornal Brasil de Fato – http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia
Escola Nacional Florestan Fernandes
Assembleia Popular – Distrito Federal

Informações e ficha de inscrição:
ccpbdf@gmail.com
Marcius – 8176-7169 / Geter – 9211-4242/ Carol – 8449-8829

RETRATOS DO PRESENTE – LEI DE CAUSA E EFEITO

Para o primeiro post, um pensamento sobre nosso presente estilo de vida. É a Lei de Causa e Efeito.
Não há riqueza sem pobreza
Não há lucro sem prejuízo
Não há rico sem pobre
Não há milionário sem miserável
Não há salário máximo sem salário mínimo
Não há consumo sem perda de insumo
Não há desperdício sem falta
Não há excesso sem privação
Não há conhecimento sem ignorância
Não há doutor sem analfabeto
Não há latifúndio sem minifúndio
Não há agronegócio sem sem-terra
Não há consumismo sem degradação ambiental
Não há corrupção sem injustiça social
Não há enriquecimento ilícito sem empobrecimento também ilícito
Não há progresso econômico sem regresso socioambiental
Não há concentração de recursos sem insegurança
Não há ganho de capital sem perda de vida
Não há boa educação privada sem má educação pública
Não há boa saúde privada sem má saúde pública
Não há individualismo sem egoísmo
Não há materialismo sem amoralismo
Não há mais sem menos
Não há…
Busquemos o equilíbrio social!
Sejamos fraternos!
Quando todos ganham, ganhamos todos!