[Brasilia]: Jornada Contra o Uso de Agrotóxicos, em defesa do Código Florestal e pela Reforma Agrária

Jornada Contra o Uso de Agrotóxicos, em defesa do Código Florestal e pela Reforma Agrária – Brasília/DF

“Se ser político é reclamar das injustiças. Então, eu sou político” – Patativa do Assaré

06 de abril

Mesas e rodas de diálogo

FUP – UNB – Planaltina

Mesa redonda: “Agrotóxicos – da pesquisa à industrialização e comercialização, saúde e justiça ambiental”

Palestrantes: César Koppe Grisolia (Prof. UNB – autor do livro “agrotóxicos, mutações, câncer e reprodução”) e Fernando Carneiro (Prof. UNB e integrante da Coordenação do Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos).

Moderadores: Flavio M. Pereira da Costa – professor e coordenador do núcleo de Agroecologia (FUP) e Ricardo T. Neder – Observatório do movimento pela tecnologia social na América Latina.

Horário e Local: 08 horas – Auditório do Campus UnB Planaltina.

IFB – Planaltina

Mesa redonda: “Alimentação Escolar e Agrotóxicos: Os Princípios da Alimentação Saudável e da segurança alimentar”

Palestrantes: Maria Luiza (Coordenadora de Agricultura Familiar – PNAE/FNDE) e Letícia Silva (ANVISA).

Moderadora: Paula Petracco (IfamBiental)

Horário e local: 13:30 às 15:30 horas – Auditório do IFB

UNB – Darcy Ribeiro

Roda de diálogos sobre Agrotóxicos

Palestrantes: Fernando Carneiro (Prof. UNB e integrante da Coordenação do Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos) e Ana Maria Junqueira (Profa. UNB – Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária)

Moderador: Fábio dos Santos Miranda (Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal).

Horário e local: 12:40 às 14:00 horas – Anfiteatro 09

07 de abril

Ato Público

Marcha dos trabalhadores em defesa do Código Florestal, contra o Uso de Agrotóxicos e pela Reforma Agrária.

Concentração: 07 horas no ExpoBrasilia (Parque da Cidade) e 09 horas (em frente ao Congresso Nacional).

Audiência Pública

“Agrotóxicos e saúde dos trabalhadores”

Debatedores: Via Campesina, Fórum Brasileiro de Combate aos Efeitos dos Agrotóxicos e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Local e horário: às 09 horas, na Câmara Federal

Aula ampliada

“Saúde, ambiente e trabalho: o risco dos agrotóxicos”
Debatedor: Fernando Carneiro
Local e horário: 14 às 17horas – Auditório 3 da Faculdade de Saúde Coletiva da UNB.

Sua participação é indispensável, agende-se!

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“Agrotóxico vai contaminar a água e desequilibrar a oferta de alimentos”, diz pesquisadora

Por: João Peres e Leandro Melito

Publicado em 10/03/2011

Raquel Rigotto, durante aula na Fiocruz (Foto: EPSJV/Fundação Osvaldo Cruz/Divulgação)

São Paulo – A professora e pesquisadora do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, Raquel Rigotto, alerta para o risco de contaminação das áreas agriculturáveis do país devido ao uso abusivo de agrotóxicos por parte das empresas do agronegócio.

Em entrevista à Rede Brasil Atual, Raquel, que também é coordenadora do Núcleo Tramas – Trabalho, Meio Ambiente e Saúde, critica o modelo de desenvolvimento agrícola adotado pelo Brasil e prevê que a continuidade do atual padrão pode levar ao adoecimento da população, além de pouco contribuir para o abastecimento e a segurança alimentar no país.

Leia a seguir a íntegra da entrevista:

O Ibama divulgou no fim de janeiro uma pesquisa sobre os agrotóxicos, que confirma que 67% das vendas destes insumos estão na mão da Monsanto. Como isso se relaciona com um consumo tão grande de agrotóxico, o que isso indica em termos de alimentação e de segurança alimentar?

Em termos de alimentação, nós vamos ter um comprometimento importante na contaminação da água e na contaminação dos alimentos propriamente ditos e isso acarreta implicações muito importantes pra saúde humana. Há evidências que a ingestão de água contaminada com pequenas doses de diferentes princípios ativos de agrotóxicos podem provocar uma série de agravos à saúde, como o câncer. Especialmente o câncer de mama, já temos evidências de como o DDT, por exemplo, pode provocar alteração do sistema imunológico, alteração do sistema endócrino, do fígado, dos rins e da pele, alteração sanguínea, alergias, enfim, um amplo leque de agravos à saúde.

Em termos de segurança alimentar é importante a gente considerar também que o agronegócio está voltado para a produção de commodities, então ele tem ocupado terras agricultadas e terras férteis, tem se expandido através de biomas fundamentais para o equilíbrio ecológico como a Amazônia, o cerrado e a caatinga.

Com isso, ele concentra terra e reduz o espaço da produção da agricultura e com isso estamos assistindo à alta dos preços dos alimentos. Processo semelhante está acontecendo nos Estados Unidos com o etanol a partir do milho. Ações do agronegócio têm tido muita implicação na segurança alimentar, além da incompatibilidade da convivência entre o modelo de produção da agricultura camponesa e o modelo do agronegócio.

Nós temos acompanhado por exemplo assentamentos do MST rodeados de empreendimentos do agronegócio, em que as pulverizações são muito frequentes e as chamadas pragas saem (das plantações) do agronegócio por causa do veneno e vão para as plantações dos camponeses.

Sobre a questão da alta do preço dos alimentos, já faz alguns anos que se vem alertando pra isso. Qual vai ser a saída pra isso, se mantivermos a opção pela industrialização agrícola?

A gente tem uma artificialização cada vez maior do padrão alimentar da população em função disso, a soja, por exemplo, vai ser usada como componente da ração que vai ser oferecida a animais, e isso volta pra nós em forma de ‘nuggets’.

Temos visto um crescimento rápido de obesidade entre adolescentes brasileiros. O IBGE mostrou que essa obesidade é acompanhada por um padrão nutricional precário, déficit imunológico, ingestão de várias substâncias químicas, como corantes e conservantes. Também provoca uma contaminação por causa do lixo gerado pelas embalagens dos alimentos.

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[Brasília]: Cacique Raoni na UnB: “Minha guerra agora é contra a usina de Belo Monte”

Ciência e tradição se unem contra usina de Belo Monte


Índios e especialistas discutem impactos ambientais e sociais da usina. Abaixo-assinado com mais de 500 mil assinaturas será entregue para a presidente Dilma amanhã
Thássia Alves – Da Secretaria de Comunicação da UnB

A maloca moderna pensada por Darcy Ribeiro transformou-se em um parlatório do movimento indígena contra a construção da usina de Belo Monte, nesta segunda-feira, 7 de fevereiro. Kaiapós, jurunas, araras, terenas, tukanos, macuxis, guajararás e kaigongs se uniram em coro para mostrar aos brancos o temor que a construção das barragens ao longo do rio Xingu provoca. Índios, autoridades, especialistas e ativistas levarão até o Congresso Nacional um abaixo-assinado com mais de 500 mil assinaturas contra a construção da hidrelétrica nesta terça.

“Se a Belo Monte for construída, os indígenas e as florestas serão prejudicados. Não estamos acostumados a criar bichos. Comemos o que há na mata”, disse Raoni Metyktire, líder kaiapó. Além da preocupação com a alimentação, o cacique reforça outro problema: a falta de terras. “Não tem mais espaço. Vocês já ocuparam tudo”, afirmou Raoni. Ele estava na plateia, mas foi convidado pelo diretor do Instituto de Ciências Sociais, Gustavo Lins Ribeiro, para sentar-se na mesa de debates.

Gustavo Lins disse que é preciso mudar o conceito de desenvolvimento. “A concepção de desenvolvimento do branco é diferente do índio. Quem fica com o prejuízo são os indígenas e os povos locais”, afirmou. Segundo ele, os bilhões que serão gastos para fortalecer grandes companhias não bastam para amenizar os danos causados aos povos locais.

A usina de Belo Monte será construída no baixo rio Xingu, localizado no estado do Pará. A polêmica em torno da construção existe há mais de 20 anos. Mas foi intensificada em fevereiro de 2010, quando o Ministério do Meio Ambiente concedeu licença ambiental para a obra. Muitos movimentos sociais e principalmente indígenas são contrários à obra em razão dos danos sociais e ambientais e do desalojamento de comunidades nativas.

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[Brasília]: Grande ato contra Belo Monte

CONVOCATÓRIA
Grande ato em Brasília contra Belo Monte

Contra as mega-hidrelétricas na Amazônia!
Mais de meio milhão de pessoas já assinaram as petições contra Belo Monte, que serão entregues no Palácio do Planalto!
Na terça-feira, dia 8 de fevereiro, centenas de indígenas, ribeirinhos, ameaçados e atingidos por barragens, lideranças e movimentos sociais da Bacia do Xingu e de outros rios amazônicos estarão em Brasília para protestar contra o Complexo Belo Monte e outras mega-hidrelétricas destrutivas na região. Também irão exigir do governo que rediscuta a política energética brasileira, abrindo um espaço democrático para a participação da sociedade civil nos processos de tomada de decisão.
Convocamos todos os nossos parceiros e amigos, e todos aqueles que se sensibilizam com a luta dos povos do Xingu, a se juntar a nós, porque, mais que o nosso rio, está em jogo o destino da Amazônia.
A concentração para o ato ocorrerá às 9hs, no gramado em frente à entrada do Congresso Nacional. Após o protesto, uma delegação de lideranças entregará à Presidência da República uma agenda de reivindicações e as petições contra Belo Monte.

Participe, e ajude a convocar!
Para assinar a petição clique: http://www.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl

Movimento Xingu Vivo para Sempre – MXVPS
Conselho Indigenista Missionário – Cimi
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB
Instituto Socioambiental – ISA
AVAAZ

Contatos:
Renata Pinheiro – MXVPS (93) 9172-9776
Cleymenne – Cimi (61) 9979-7059
Maíra – Cimi (61) 9979-6912
Avaaz – portugues@avaaz.org

“Hidroelétrica não é energia limpa”, alerta MAB

Em Cancún, movimento incrementa as críticas às falsas soluções apresentadas pela COP 16

Vinicius Mansur
De Cancún (Mèxico)

Entre as diversas propostas apresentadas na COP 16 – conferência da ONU sobre mudanças climáticas – que visam a combater a crise ambiental incrementando grandes negócios, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) do Brasil atacou aquelas que defendem as hidroelétricas como energia limpa.

“O discurso das grandes empresas e dos governos que as representam é que, em comparação com a energia nuclear, as hidroelétricas representam uma energia limpa. Mas, uma represa construída no Brasil, em Barra Grande (RS), alagou seis mil hectares de araucária”, denunciou a representante do MAB, Tatiane Paulino, na manhã desta segunda-feira (6) em Cancún, durante o painel “Lutas que cruzam fronteiras: água, mineração, petróleo, migração, represas, urbanismo selvagem”, realizado no fórum promovido pela Via Campesina, paralelamente à COP 16.

De acordo com Paulino, o Brasil já tem mais de duas mil represas construídas que afetaram mais de um milhão de pessoas e ainda estão previstos, para os próximos 10 anos, investimentos de 113 bilhões de dólares para construir represas que alagarão cerca de 770 mil hectares de florestas nativas. “As cinco maiores bacias do país estão na Amazônia e todas já comprometidas com projetos do capital”, afirmou.

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Lula “cacarejou” sobre clima, dizem Estados Unidos

O que esperar do “Império” senão o Imperialismo?

Novos documentos do site WikiLeaks, obtidos pela Folha, mostram críticas dos diplomatas americanos à atitude brasileira nas negociações internacionais do clima.

Os telegramas foram escritos entre 2008 e 2010. Em um deles, o suposto protagonismo brasileiro na cúpula do clima de Copenhague, no final de 2009, é ironizado.

Segundo a diplomata Lisa Kubiske, “Lula cacarejou” suas conquistas ambientais e sua capacidade de costurar um acordo. Para os EUA, o Brasil teria assumido uma imagem exagerada de “herói” e “cavaleiro branco”.

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Tentativa de votar Código Florestal com urgência gera protestos na COP-16

A tentativa de votar alterações no Código Florestal com urgência no Brasil ecoou em Cancún, durante a COP-16, Conferência do Clima. Além dos brasileiros presentes no evento se mostrarem contra a rápida aprovação, protestos de ONGs também chamaram atenção para o assunto.

O jornal ECO, panfleto que circula pela COP e é feito por ONGs, criticou as alterações do código. Já o Greenpeace estendeu cartazes de protestos e trouxe um papai-noel que distribuiu mudas de árvores para os participantes e dizia “Mudar o Código Florestal = Um Natal sem árvores”. Reportagem de Lilian Ferreira, do UOL Ciência e Saúde, em Cancún, (México)

A ONG entregou ainda o prêmio “Motosserra de Ouro” para a senadora Kátia Abreu, “por sua defesa ferrenha de mudanças no Código Florestal, em prol de mais desmatamentos no Brasil”, de acordo com a organização.

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