Lugar de Girafa é na Africa

Esse abaixo assinado faz parte de uma campanha pela não importação de três girafas da África, para ficarem em exposição no Zoológico de Sapucaia do Sul/RS.

É necessário mudar essa cultura que permite retirar animais do seu habitat natural para servirem de objeto de contemplação, em recintos impróprios, para simples “diversão” do ser humano.

Fonte: OngCea

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Zoológico: para quê?

Zoológico: para quê?

Lendo um artigo sobre o zoológico de Sapucaia do Sul, no blog da OngCea, coloquei-me a pensar sobre a necessidade e utilidade dessa instituição. Falo inclusive sobre o daqui de Brasília, que recebe milhares de visitantes por semana, principalmente aos fins-de-semana. Inclusive, nas placas de sinalização pela cidade, o zoológico aparece como “atração turística”.

Manter animais selvagens em ambiente fechado, limitado, muitas vezes totalmente diverso do seu habitat natural é inteligente?

Mantê-los presos em cativeiros com a intenção primordial de entretenimento do “ser” humano  é racional?

Construir no consciente ou inconsciente da população finalidades evidentemente contraditórias com o respeito à vida e à liberdade – leis universais da Natureza – tais como: preservação das espécies, reprodução, pesquisa e educação ambiental (retirados do sítio do Zoológico de Brasília na Internet).

Será que nossa ciência ainda não é suficientemente evoluída para fazer suas pesquisas sem necessitar de prender os animais?

Sinceramente, não consigo entender como se pode preservar as espécies obrigando-as a viver em um habitat que não o natural, como se pode educar ambientalmente as pessoas desrespeitando as leis da Natureza e transformando o ambiente natural em ambiente cada vez mais antrópico.

É tudo muito paradoxal. E o pior, os principais visitantes dos zoológicos são as crianças. E o que estamos ensinando a elas? É essa Educação Ambiental que queremos praticar?

Nesse sentido, gostei de uma experiência feita pelo Professor de Educação Ambiental Genebaldo Freire Dias no zoológico de Brasília. Certa vez, quando ministrava aulas na Universidade Católica de Brasília, ele colocou um homem em uma das jaulas do zoo e pediu para seus alunos registrarem as reações do público. Houve espanto, mas também divertimento. Alguns conseguiram compreender a mensagem do professor. Será que nós, humanos, gostaríamos de estar ali, enjaulados, fora do nosso habitat? Tenho certeza de que não.

Enfim, não desvalorizo as ações para preservação de espécies animais, especialmente aquelas extintas ou ameaçadas de extinção na Natureza. Contudo, não acredito que o modelo dos zoos seja eficaz e moralmente aceito. Os animais recolhidos de cativeiros clandestinos, recuperados do tráfico, salvos de maus-tratos como nos circos, poderiam ser reintroduzidos na Natureza em reservas, parques, etc. Aqueles exóticos ou originários de outros locais nunca deveriam ser retirados de seu habitat original.

Devemos, enquanto seres humanos altamente transformadores do meio ambiente, cuidar para que os animais vivam em seu habitat natural, preservando a flora e não interferindo em demasia nos cliclos climático e hidrológico. Em resumo, vivendo e respeitando as outras formas de vida.