[Brasília]: Projeto Tricicletas – Os Teixeiras

Fiquei sabendo de um projeto solidário bem bacana aqui em Brasília.

Trata-se do Projeto Tricicletas do grupo “Os Teixeiras”.

Eles recolhem bicicletas doadas pela população e transformam-na em tricicletas para pessoas com dificuldades de locomoção. As que não eles não conseguem transformar, são vendidas para angariar fundos para o projeto. Vale a pena conferir!

Quem tiver uma bicicleta que não use, faça uma ação solidária, doe-a!

Mais informações aqui.

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[Brasília]: 1º de maio – Dia do Trabalhador e da Cultura Agroecológica – IFB

Onde: IFB/campus Planaltina (ex-Colégio Agrícola)

Como chegar
: Carona solidária (um pouco antes de Planaltina-DF, ao avistá-la, haverá a placa pro Instituto Federal, à direita) ou ônibus pro Arapoangas ou Vale do Amanhecer (pedir para descer no balão do Colégio Agrícola e ligar avisando que tá vindo).

Contato
: 9149-1962 (Delano)

Quando
: 8h-17h

– 1º Dia do Trabalhador e da Cultura Agroecológica do IFB –

Lançamento do Espaço de Convivência Agroecológica do IFB – ECoA

Proposta de Programação

[Durante todo o dia: modesta feira de troca solidária, para fazer circularem as coisas, as ideias e as pessoas]

8:00 – 11:30

Oficina de poda agroflorestal das árvores da casinha para abrir pedaços de sol e enriquecer o ambiente com o plantio de mudas e horta florestal

Atividades de educação ambiental com filhos e filhas de estudantes, para que as mães e pais possam trazer as crianças, proporcionando integração delas ao espaço e ambiente comunitário

Oficina de bioconstrução: técnica de bancos de superadobe (A confirmar)

Oficina de confecção de tinta de barro e decoração inspirada no 1º de maio e na agroecologia (A confirmar)

[A proposta é de atividades concomitantes, as duas últimas dependendo do número de pessoas dispostas e da existência de material, havendo responsáveis com experiência para orientar cada uma delas]

11:30-13:00

Filme – O Caldeirão de Santa Cruz do Deserto. Conta a história real de uma comunidade rural na região do Crato, Ceará, que se constituiu com autonomia de produção coletiva nos anos 30 e teve trajetória e destino semelhante ao de Canudos. Ou seja, de tão bem-sucedida acabou exterminada pelo governo; nesse caso, pelo getulismo.

Atividade proposta por Marcela Alvim, estudante de Licenciatura em Dança do IFB-Plano Piloto e organizadora do Cineclube Cafezinho no Gisno.

(A confirmar)

13:00-14:00

Almoço no fogão à lenha – Caldo de abóbora e de mandioca e complementos solidários de estudantes e convidados/as. (Cardápio principal sendo definido)

14:00-17:00

Roda(s) de conversa, seguido de música:

História e fundamento do tambor e da cultura popular (com fabricantes artesanais de tambores, praticantes de agroecologia da zona agrícola de Taquara-Planaltina, e com membros de grupos de cultura popular de Planaltina e de outras cidades do DF).

Já confirmados: Tambozeiros da Taquara, Grupo de Capoeira Pau-Pereira e membros do Cokumã [Planaltina];

Pré-confirmados: Martinha do Coco, Mambembrincantes, membros do Tamnoá [Paranoá]

Bicicletas em um Porto não muito alegre

Infelizmente, uma notícia muito triste sobre a falta de respeito para com o próximo. Mesmo não tendo nossas concepções, a ética não permite tal comportamento.
Meus sentimentos solidários aos ciclistas gaúchos, que assim como nós “candangos”, lutam por cidades com menos automóveis.

“Tudo poderia ter mudado, sim
Pelo trabalho que fizemos, tu e eu
Mas o dinheiro é cruel e um vento forte levou os amigos
Pra longe das conversas, dos cafés e dos abrigos..

Dificil é saber o que acontecerá
Mas agradeço ao tempo: o inimigo eu já conheço
Sei seu nome, sei seu rosto, residência e endereço
A voz resiste e a fala insiste, você me ouvirá
A voz resiste e fala insiste, quem viver verá”

Belchior ( Não leve flores)

“Bicicletas em um Porto não muito alegre”
Por Paulo Marques do @autogestaobr

A cidade de Porto Alegre já foi símbolo de muitas “possibilidades”, inclusive em uma não tão distante época falava-se que aqui nesta “leal e valorosa” estava-se ensaiando “um novo mundo possível”; alguns até diziam que era uma verdadeira Aldeia Gaulesa de solidariedade e democracia que enfrentava o império neoliberal.

No entanto, parece que a fortaleza dos irredutíveis atualmente ficou no passado, pois o que restava dessa idéia generosa de uma cidade de todos (as) e para todos (as) aos poucos vai sendo enterrada, seja por uma gestão pública incapaz, seja por uma classe média cada vez mais elitista e preconceituosa. A quase tragédia ocorrida ontem na cidade baixa, quando cerca de 20 ciclistas do movimento massa crítica foram atropelados por um carro, de forma claramente proposital, como destacam as testemunhas, é apenas o aspecto mais visível deste cenário. Representa a consolidação da cidade como mero espaço voltado para o bom e eficiente funcionamento do mercado, o que significa o mal funcionamento para as pessoas, refletindo inexoravelmente a lógica do sistema capitalista.

Um movimento que propõe a substituição do uso do automóvel pela bicicleta acaba sendo, neste contexto, uma “ação de inconsequentes”, “quixotes” enfrentando “moinhos de vento” e portanto, nada mais lógico de “acabar com a palhaçada” (talvez este tenha sido não só o pensamento do motorista que causou o acidente, mas de muitos leitores de jornal). Da mesma forma que a participação popular nos assuntos da gestão pública “atrapalha” o gestor, a circulação de homens e mulheres em suas bicicletas “atrapalham” o fluxo das belas máquinas da modernidade. Assim se constroem os consensos, “senso comum” via mídia monopolista e oligárquica (apesar do movimento massa crítica realizar ações desde o ano passado, foi necessário um acidente para que o tablóide da família Sirotski mencionasse a existência do mesmo)

Está aí, de forma muito clara, na prática e não apenas na teoria, a comprovação da máxima do velho mouro segundo qual a “ideologia dominante é sempre a ideologia da classe dominante”. Senão vejamos, é minimamente racional que apenas uma pessoa utilize um automóvel no qual cabem cinco pessoas, ocupe um enorme espaço nas ruas, polua o ambiente, ponha em risco a vida de pessoas dentro e fora do veículo para percorrer, em media 5 ou 10 kilometros? Em uma velocidade de 20 kilometros por hora? A resposta pode ser positiva, é sim, desde que visto de determinado ponto, ou seja, de determinada idéia de cidade, de mundo, de ideologia.

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[Brasília]: Quinta Slow – 03/02

No dia 03 de fevereiro, primeira quinta-feira do mês, acontece a nossa já tradicional Quinta Slow, no Restaurante Panelinha, a partir das 19h30. Será a primeira de 2011, oportunidade para os convivas e simpatizantes se reencontrarem e discutirem as atividades que iremos realizar em 2011.

O cardápio especial para a ocasião, preparado pelos cozinheiros e convivas do Slow Food Cerrado, Moisés Nepomuceno e Gudrin, será o pappardelle de buriti ao sugo, acompanhado de mini tomates flambados com manjericão e queijo parmesão uruguaio. O valor é R$16,90 por pessoa (bebidas não incluídas), com direito a repetecos. Par quem quiser conhecer e degustar outras delícias da casa, o cardápio do restaurante também estará sendo servido.

É interessante confirmar a presença, para que o pessoal da cozinha possa se programar melhor.

A Quinta Slow é um momento de convivência dos associados e simpatizantes do Slow Food Cerrado. É aberta a todos que desejam participar de nossas atividades e discussões, e acontece toda primeira quinta-feira de cada mês no Restaurante Panelinha.

Para quem não conhece, o Restaurante Panelinha fica no fim da Asa Norte: SHCN CL 316, Bloco E, Loja 20, telefone (61) 3041-5070.

Apóie a divulgação e participe!

Fonte: Slow Food Cerrado

Dois pesos e duas medidas

“Bem aventurados os que têm sede de justiça, porque serão saciados”. Essa afirmativa de Jesus nos faz pensar se podemos nos incluir no número dos que têm sede de justiça.

Segundo os dicionários, justiça quer dizer conformidade com o direito; virtude de dar a cada um o que é seu. Jesus, no entanto, se referiu à justiça, recomendando que fizéssemos ao próximo o que gostaríamos que o próximo nos fizesse.

Todavia, nós, que tantas vezes temos cobrado da divindade que sacie a nossa sede de justiça, se analisarmos profundamente, não estamos verdadeiramente com sede de justiça, no real sentido do termo.

No convívio diário, muitas vezes nos surpreendemos agindo de forma injusta.

O trato com as pessoas que nos rodeiam é diferenciado conforme a posição social ou financeira, de subalternidade ou de autoridade, de que cada uma esteja investida.

Se nos dirigimos à serviçal que faz a faxina, por exemplo, falamos de determinada forma, num tom de voz e atenção distintos dos que empregamos para falar com pessoas que ocupam cargos que, a nosso ver, são mais importantes.

Se a pessoa que nos procura está vestida com trajes elegantes, mesmo que não saibamos de quem se trate, a nossa deferência é imediata. Mas, se está envolta em andrajos, bem diferente é a nossa atenção.

Outro exemplo, é quando nosso veículo começa a demonstrar sinais de que em breve terá o motor fundido. Qual a primeira idéia que nos vem à mente?

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A idéia em torno do socialismo ecológico

Mudar radicalmente a racionalidade econômica; aproximar as preocupações da ciência econômica para a necessidade de libertar o homem; criar um novo ambiente propício para a vida de todos os seres humanos, sem a divisão costumeira que privilegia alguns em detrimento de muitos e reconhecer, definitivamente, a existência de limites ao crescimento. São esses alguns pontos centrais da discussão em torno do que se convenciona chamar socialismo ecológico; ou como alguns preferem de eco-socialismo.

Socialismo, sim, no sentido de enaltecer os laços sociais e políticos que respeitam, primeiramente, a Mãe Terra. Socialismo no sentido de fazer a crítica verdadeira ao “deus-capitalismo” que se afirma consoante a idéia básica de que o mercado, altar sagrado do dinheiro, pode tudo. Esse socialismo, aqui defendido, se põe em posição contrária a essa premissa, pois entende que o mercado é incapaz de resolver tudo e que o mundo não pode viver apenas de consumo e mais consumo, como o “deus-capitalismo” sempre quis que assim fosse e quer que assim seja.

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A civilização do futuro

Do final do século XIX aos dias atuais, houve um grande avanço tecnológico. Isso ninguém pode contestar.

O homem venceu os espaços e chegou à lua…

Construiu máquinas capazes de vencer as distâncias entre os continentes, entre as nações.

Descobriu a cura de enfermidades até então tidas como incuráveis. Conseguiu erradicar da face da Terra doenças que dizimavam vidas.

Embora todo o progresso tecnológico conseguido e apesar da possibilidade de comunicação instantânea, o homem não logrou sequer minimizar a saudade, preencher a solidão, acalmar a ansiedade, evitar a dor, a doença e a morte.

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