[Brasília]: Quinta Slow – 03/02

No dia 03 de fevereiro, primeira quinta-feira do mês, acontece a nossa já tradicional Quinta Slow, no Restaurante Panelinha, a partir das 19h30. Será a primeira de 2011, oportunidade para os convivas e simpatizantes se reencontrarem e discutirem as atividades que iremos realizar em 2011.

O cardápio especial para a ocasião, preparado pelos cozinheiros e convivas do Slow Food Cerrado, Moisés Nepomuceno e Gudrin, será o pappardelle de buriti ao sugo, acompanhado de mini tomates flambados com manjericão e queijo parmesão uruguaio. O valor é R$16,90 por pessoa (bebidas não incluídas), com direito a repetecos. Par quem quiser conhecer e degustar outras delícias da casa, o cardápio do restaurante também estará sendo servido.

É interessante confirmar a presença, para que o pessoal da cozinha possa se programar melhor.

A Quinta Slow é um momento de convivência dos associados e simpatizantes do Slow Food Cerrado. É aberta a todos que desejam participar de nossas atividades e discussões, e acontece toda primeira quinta-feira de cada mês no Restaurante Panelinha.

Para quem não conhece, o Restaurante Panelinha fica no fim da Asa Norte: SHCN CL 316, Bloco E, Loja 20, telefone (61) 3041-5070.

Apóie a divulgação e participe!

Fonte: Slow Food Cerrado

[Brasília]: Sabor do Cerrado no Dia do #TerraMadre


O Grupo Sabor do Cerrado é composto por 12 mulheres e surgiu a partir do projeto “Educando para a Sustentabilidade”, desenvolvido desde 2002 pelo Grupo de Trabalho sobre Reforma Agrária (GTRA) , da Universidade de Brasília (UnB). Esse trabalho foi realizado junto às famílias de agricultores do Assentamento Colônia I, localizado no Município de Padre Bernardo – GO, a 70 km de Brasília.

Em 2005 receberam apoio do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS) para estruturar a cozinha comunitária. Instalada na sede da associação, a cozinha permitiu que as mulheres produzissem salgados, doces, bolos, tortas, biscoitos, etc. que são utilizados nos lanches e coquetéis fornecidos pela Central do Cerrado . Em 2010, com apoio da Fundação Banco do Brasil , foram adquiridos novos equipamentos para a cozinha, o que contribuiu para aprimorar ainda mais o trabalho do grupo.

Grande parte dos alimentos oferecidos pelo Grupo Sabor do Cerrado são confeccionados a partir de produtos fornecidos por outras organizações da Central do Cerrado , tais como pequi, baru, babaçu, jatobá, buriti, etc. Chefs de Cozinha voluntários do Convivium Slow Food Cerrado têm apoiado a Central do Cerrado e o Grupo Sabor do Cerrado no desenvolvimento de novas receitas e do serviço do coquetel e lanches.

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[Brasília]: Pesquisadores prometem espalhar 2 mil orquídeas em pontos de todo o DF

Quando projetou a nova capital do país, Lucio Costa decidiu, entre vários outros desafios, emoldurar o concreto armado com um cinturão de árvores. Se depender do Jardim Botânico de Brasília (JBB), o verde do urbanista ganhará pinceladas em tons púrpuras. Os pesquisadores do espaço prometem espalhar pelo menos 2 mil orquídeas em pontos de todo o Distrito Federal.

A segunda fase do projeto começou ontem, no antigo Espaço Pedalinho do Parque da Cidade. As flores também integrarão o Parque Olhos d’Água, a 315 Norte e o Park Way. “Vamos colocar orquídeas em todo o DF”, empolga-se a engenheira florestal Lílian Breda, gerente de Manejo de Recursos Naturais do JBB. Em junho, a primeira fase da iniciativa levou mais de mil exemplares ao fim da Asa Sul. Frequentadora do Parque da Cidade, a servidora pública Daniella Silveira, 37 anos, acredita que o plantio vai trazer vida nova ao espaço. “As flores deixam qualquer lugar mais agradável”, observa.

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Um novo cenário para o nosso Cerrado

Berço das principais bacias hidrográficas brasileiras, o Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo em biodiversidade. São 11.627 espécies de plantas nativas catalogadas, quase 200 espécies conhecidas de mamíferos, 1.200 espécies de peixes, 180 de répteis e 150 de anfíbios. E, de acordo com estimativas recentes, o segundo maior bioma do Brasil é também refúgio de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos.

Apesar dos números grandiosos, apenas 51,54% de sua área abrigam vegetação remanescente, segundo dados do inédito Projeto de Monitoramento do Desmatamento dos Biomas Brasileiros por Satélite. Entre 2002 e 2008, o Cerrado teve uma perda média anual de 14.200 km2. Contudo, um novo cenário é esperado para o Cerrado em dez anos. O bioma, responsável por 5% da biodiversidade do planeta, poderá ter reduzido o seu desmatamento em até 40% até 2020 com as 151 ações previstas no Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado (PPCerrado), lançado em setembro pelo Ministério do Meio Ambiente.

Composto por um diagnóstico do bioma e da problemática do desmatamento, bem como de um plano operativo, o PPCerrado estabelece diretrizes para a conservação do bioma, considerando a capacidade institucional dos órgãos envolvidos e suas formas de integração, o monitoramento e a indicação de meios e ações destinados à redução das taxas de desmatamento, além das parcerias a serem consolidadas.

Conservação da biodiversidade

Os dois objetivos prioritários para o Cerrado são a conservação da biodiversidade e o combate ao desmatamento. Até 2011, o Governo planeja investir R$ 339 milhões em ações de fomento às atividades produtivas sustentáveis, monitoramento e controle, ordenamento territorial, educação ambiental e criação de 2,5 milhões de hectares em áreas protegidas.

Apesar do reconhecimento de sua importância biológica, de todos os hotspots mundiais, o Cerrado é o que possui a menor porcentagem de áreas sobre proteção integral. De seu território legalmente protegido (8,21%), apenas 2,85% são unidades de conservação de proteção integral e 5,36% de unidades de conservação de uso sustentável, incluindo as reservas privadas (0,07%), números ainda distantes da meta de 10% de áreas protegidas por bioma, estipulada pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) e confirmada pela Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio).

O PPCerrado, a exemplo do que foi feito na Amazônia, terá ações prioritárias nos 20 municípios que mais desmataram no período de 2002 a 2008. Estão previstas 151 ações como o aumento do consumo de carvão de florestas plantadas pela indústria de ferro gusa, o aumento de recursos para recuperação de áreas degradadas, monitoramento permanente da região pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um sistema de detecção em tempo real como o da Amazônia Legal, com informações capazes de agilizar as ações de comando e controle e reduzir o desmatamento, e a implementação do Macrozoneamento Ecológico-Econômico do Cerrado.

Para o combate às queimadas, serão contratados 4,5 mil brigadistas e também será feita assistência técnica, capacitação e formação para agricultores familiares e assentados de maneira a acabar com o uso de queimadas para a produção.

Fonte: MMA