[Brasília]: Sabor do Cerrado no Dia do #TerraMadre


O Grupo Sabor do Cerrado é composto por 12 mulheres e surgiu a partir do projeto “Educando para a Sustentabilidade”, desenvolvido desde 2002 pelo Grupo de Trabalho sobre Reforma Agrária (GTRA) , da Universidade de Brasília (UnB). Esse trabalho foi realizado junto às famílias de agricultores do Assentamento Colônia I, localizado no Município de Padre Bernardo – GO, a 70 km de Brasília.

Em 2005 receberam apoio do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS) para estruturar a cozinha comunitária. Instalada na sede da associação, a cozinha permitiu que as mulheres produzissem salgados, doces, bolos, tortas, biscoitos, etc. que são utilizados nos lanches e coquetéis fornecidos pela Central do Cerrado . Em 2010, com apoio da Fundação Banco do Brasil , foram adquiridos novos equipamentos para a cozinha, o que contribuiu para aprimorar ainda mais o trabalho do grupo.

Grande parte dos alimentos oferecidos pelo Grupo Sabor do Cerrado são confeccionados a partir de produtos fornecidos por outras organizações da Central do Cerrado , tais como pequi, baru, babaçu, jatobá, buriti, etc. Chefs de Cozinha voluntários do Convivium Slow Food Cerrado têm apoiado a Central do Cerrado e o Grupo Sabor do Cerrado no desenvolvimento de novas receitas e do serviço do coquetel e lanches.

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Estudo da Anvisa aponta grande quantidade de sódio em alimentos industrializados

A quantidade de sódio encontrado na batata palha pode variar em até 14 vezes de marca para marca. Já nos salgadinhos de milho, essa diferença chega a 12,5. É o que revela estudo apresentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quinta-feira (18/11), em Brasília. O estudo verificou a quantidade de sódio, gordura saturada, gordura trans e açúcares em mais de 20 categorias de alimentos industrializados.

O caso do macarrão instantâneo com tempero também chamou atenção pela grande quantidade de sódio encontrada. “Em algumas amostras ficou constatado que, ao comer uma única porção desse alimento, a pessoa está ingerindo 167% do sódio recomendado para ser consumido durante todo dia”, explica a diretora da Anvisa Maria Cecília Brito.

Quando analisados isoladamente, o macarrão instantâneo e os temperos para macarrão instantâneo, além da grande quantidade de sódio, apresentam uma grande oscilação desses teores de marca para marca. A variação chega a 7,5 na quantidade de sódio nos macarrões instantâneos e a 7,2 nos temperos.

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[Brasília]: II Seminário de Agroecologia do DF

Agroecologia, conservando a biodiversidade para o desenvolvimento sustentável

PROGRAMAÇÃO
Dia 9 de novembro
8 h – Inscrições
Apresentação cultural
Coral Vozes do Cerrado (alunos do Instituto Federal de Brasília)
8 h 30 – Abertura solene
9 h 30 – Mesa Redonda: Sistemas de produção sustentáveis com enfoque agroecológico
Joe Carlo Viana Valle – Fazenda Malunga
João Paulo Guimarães Soares – Embrapa Cerrados
Sérgio Sauer – Faculdade da UnB de Planaltina
11h00 – 12h30 -Debate
Moderador: Roberto Guimarães Carneiro – Emater-DF
12h30 -13h30
Almoço
Abertura da FEIRA AGROECOLÓGICA e apresentação cultural do Grupo de Catira Mão Divina (alunos do Instituo Federal de Brasília)
13h30 – 15 h – Oficinas
OFICINAS
1. Produção de sementes agroecológicas
Patrícia Bustamante (Embrapa Recusos Genéticos e Biotecnologia)
Eitel Maica (Bionatur)
2. Manejo Ecológico de Pragas
Edson Sujii e Carmen Pires (Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia)
3. O uso de agrotóxicos e seu risco para o meio ambiente
José Voltaire Peixoto (Emater-DF)
Henrique Chaves (UnB)
4. Experiências em educação agroecológica
Roberto Benfica (EMATER-DF),
Vânia Pimentel (IFB),
Vanusa Freitas (Escola da Natureza)
5. Funcionamento de agroecossistemas
Flávio Murilo Pereira da Costa (FUP)
6. Homeopatia veterinária
Andréa Alves Amaral (Embrapa semi-árido)
7. Princípios do manejo da adubação na agricultura orgânica e a forma de obtenção dos principais fertilizantes orgânicos
Ronessa Bartolomeu de Souza (Embrapa Hortaliças)
Roberta Sara de S. Matos (Emater-DF)
8. Redesenho da propriedade e a produção orgânica de hortaliças
Francisco Vilela Resende (Embrapa Hortaliças)
Thiago Tadeu Campos (Fazenda Malunga)
9. Agroecologia e Sistemas Agroflorestais biodiversos
Juã Pereira (IPOEMA)
Márcio Armando (Embrapa Transferência de Tecnologia)
15 h-15h20
Café Cultural
Animadores culturais Instituto de Artes (UnB)
15h20 – 17 h
Continuidade das oficinas
17 h – FEIRA DE TROCA DE SEMENTES

Dia 10 de novembro
8 h 30 – Palestra: Terra Sadia e saúde do homem: conexões entre a saúde do solo e o terreno biológico do homem
Alberto Peribanez Gonzalez (Medicina Integrativa )
9 h – Mesa Redonda: Desafios e estratégias locais para uma comercialização justa
Silvio Porto (CONAB),
Renato Lima Dias (Emater–DF),
Luiz Henrique Gomes de Moura (FNDE)
10h30
Café Cultural (Talentos da Emater – DF)
10h50- 12h30
Debate: Moderador Rogério Dias
12h30 -13h30
Almoço
13h30 – 15 h – Oficinas
OFICINAS
1. Panorama da comercialização de produtos da agricultura familiar no Distrito Federal
Renato Lima Dias (Emater-DF)
2. Economia Solidária: Locais e opções de Comercialização
Luiz Roberto Carraza ( Central do Cerrado)
Orélio Araújo da Silva ( Rede de Comercialização Solidária de Agricutores Familiares e Extrativistas do Cerrado)
3. Mecanismos de Garantia da Conformidade Orgânica (Certificação, Organismos Participativos e Controle Social)
Rogério Dias (MAPA)
4. Experiências locais de comercialização:
Guaracy Telles (Associação de Agricultura Ecológica)
Massae Watanabe (Cooperativa Mercado Orgânico)
5. Alimentação viva
Alberto Peribanez Gonzalez
6. Processamento de colheita e pós-colheita para a produção do alimento sadio
Milza Moreira Lana (Embrapa Hortaliças)
Milena Lima de Oliveira (Emater)
7. Manejo Racional de pastagens
Cícero Teofilo Berton
8. Pagamento de serviços ambientais
Sumar Magalhães Ganen (Emater-DF)
15 h-15h20
Café Cultural com apresentação da Escola da Natureza
16h20 -17h
Continuidade das oficinas

Dia 11 de novembro
8 h
Apresentação dos resultados dos grupos e Plenária Final
10h30 – 10h50
Café cultural
10h50 – 12h30
Plenária Final e solenidade de encerramento
12h30
Almoço

FEIRA AGROECOLÓGICA

Exposição institucional de Entidades ligadas à
Agroecologia no Distrito Federal e exposição de
produtos agroecológicos.

VISITAS TÉCNICAS
Fazenda Malunga
Sitio Vida Verde
Sitio Semente

COORDENAÇÃO GERAL
Emater-DF e Embrapa Hortaliças

REALIZAÇÃO
Faculdade UnB-Planaltina, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Embrapa Cerrados, Instituto Federal de Brasília (Planaltina), Fundação Rural, Ipoema, Associação de Agricultura Ecológica, Mercado Orgânico, CDTORG, SEBRAE-DF, Sindiorgânicos, Escola da Natureza, Fazenda Malunga, Secretaria de Agricultura do DF, Instituto Brasília Ambientaal, Governo do Distrito Federal, Superintendência Federal de Agricultura, Associação Brasileira de Agroecologia, Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Agricultura, Governo Federal.

Informações: agroecologia@emater.df.gov.br
Telefones: 3340-3093 e 3340-3098

Fonte: Emater

Especialistas alertam que enfermidades crônicas aumentam em todo o mundo


Vistas pelas autoridades como como um desafio global do século 21, enfermidades como diabetes, doenças circulatórias e câncer, deixaram de ser um problema específico das nações industrializadas.

Enfermidades crônicas como hipertensão e o diabetes desencadeiam doenças infecciosas e ultrapassam a aids, a malária ou a tuberculose no ranking das causas de morte atualmente. Hoje, 60% de todos os óbitos no mundo se dão em consequência de doenças não infecciosas. E a tendência é crescente.

O pesquisador Peter Piot, diretor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, explica a razão disso: “Hoje morre muito mais gente em função de doenças circulatórias, diabetes ou obesidade do que de doenças infecciosas. A exceção é a África Subsaariana, onde a aids continua sendo a principal causa de morte. Essa tendência se dá em função da mudança de comportamento e de estilo de vida em todo o mundo e é especialmente resultante de maus hábitos alimentares: sal em excesso, muito açúcar, muita gordura e o fato de que a comida mais barata nem sempre é a mais saudável. Acresce-se a isso a constatação de que hoje não nos movimentamos mais da forma como fazíamos antigamente. Todos esses fatores, que são prejudiciais à saúde das pessoas na Europa, se constatam também em outras regiões do mundo”, descreve Piot.

Por muito tempo, enfermidades como pressão alta e obesidade eram consideradas doenças “da civilização”, majoritariamente presentes nos países desenvolvidos. Essa situação mudou em função da globalização e da urbanização de outras regiões do planeta, inclusive da África, por exemplo, onde produtos industrializados estão substituindo cada vez mais o consumo de alimentos tradicionais.

Ciclo vicioso

Alimentação saudável: suma importânciaBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Alimentação saudável: suma importânciaNos Emirados Árabes Unidos, por exemplo, o consumo de refrigerantes é altíssimo. Diante das rígidas proibições de fumar no espaço público nos EUA e na UE, a indústria tabagista alastra seus tentáculos na Ásia. De forma que a globalização e a disseminação de doenças crônicas andam juntas e a expressão “doenças civilizacionais” vai se tornando absolutamente obsoleta, diz Pekka Puska, presidente da Federação Mundial de Cardiologia.

“É ultrapassado pensar que se trata de doenças associadas ao bem-estar, pois elas se espalham hoje com maior intensidade exatamente em países pobres. E na maioria dos países europeus, são as camadas mais baixas da população que apresentam maiores riscos de contrair tais doenças crônicas. São enfermidades fortemente associadas à pobreza e à decadência social, causadas por problemas sócio-econômicos e vice-versa. Sobretudo nos países em desenvolvimento, as pessoas acometidas por essas doenças são vítimas da pobreza, pois falta assistência social e apoio financeiro. Em outras palavras, a pobreza causa doenças crônicas e essas doenças levam à pobreza”, explica Puska.

Doenças psíquicas: problema ignorado

Hoje, 80% das pessoas que morrem em consequência de doenças crônicas vêm de países com uma renda per capita baixa ou média. E o problema vem sendo reconhecido cada vez mais por pesquisadores, políticos e organizações internacionais. No entanto, além do diabetes e das doenças circulatórias, há ainda um outro campo de enfermidades crônicas cujo alcance ainda não é reconhecido: as doenças psíquicas. Em todo o mundo, 150 milhões de pessoas sofrem de depressão.

“A meu ver, as doenças psíquicas são as mais negligenciadas. Além disso, são estigmatizadas em todas as sociedades. Embora sejam um desencadeador importante de outras enfermidades, elas não são vistas como prioridades na hora do tratamento. Por exemplo: em setembro de 2011, a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu organizar um congresso especial sobre doenças não transmissíveis. Foi uma ótima medida. No entanto, definiram que as enfermidades psíquicas não seriam abordadas nesse evento. Acho isso chocante. Em muitos países, a única solução vista para o tratamento de doentes mentais é interná-los em regime fechado. E isso mesmo considerando que essas doenças podem ser tratadas atualmente. Podemos tratar a depressão, podemos tratar a esquizofrenia”, fala Piot.

Estresse: causa de muitas enfermidades

Além de outros fatores ainda desconhecidos, o estresse é considerado uma das principais razões do aumento de enfermidades psíquicas. Em suma, o estilo de vida moderno, de difícil gerenciamento, é importante neste contexto. Já em relação a doenças crônicas como o diabetes ou a hipertensão, por exemplo, é possível tomar medidas concretas, principalmente através da prevenção, diz Ala Alwan, encarregado de doenças não transmissíveis e psíquicas na Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Algumas doenças cardíacas, o diabetes e alguns tipos de câncer podem ser evitados através da redução do consumo de tabaco e álcool, de uma alimentação saudável, de atividade física. Até quando a doença já se manifestou é possível fazer muita coisa para melhorar a assistência médica, evitando complicações e uma morte prematura”, diz Alwan.

A população mundial precisa ser incentivada a levar uma vida mais saudável. No fim, o que conta é a postura individual e o comportamento de cada um. É preciso encontrar um equilíbrio adequado entre a intromissão do Estado – através de medidas como a proibição do cigarro no espaço público, por exemplo – e a liberdade individual.

Necessidade de mudança

Importância de se praticar esporte: vida sedentária é causa de enfermidadesBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Importância de se praticar esporte: vida sedentária é causa de enfermidades”Não há certo ou errado. Trata-se de um processo de mudança social, sobre o qual as pessoas precisam ser informadas. Precisamos de mais esclarecimento e precisamos ajudar as pessoas a se tornarem mais saudáveis. Isso depende muito do ambiente. Pois o que comemos e o quanto nos movimentamos depende também de onde vivemos: que ofertas existem à nossa volta, o que é possível fazer. E por isso precisamos negociar com as autoridades, precisamos de programas públicos, temos que envolver outros setores da sociedade – a indústria alimentícia, as ONGs. Mas precisamos também de incentivos financeiros e de uma legislação”, completa Puska.

Para enfrentar as doenças crônicas é necessária uma ampla cooperação, concordam todos os especialistas. Alguns, como Peter Piot, acreditam que ainda não haja, contudo, uma conscientização suficiente acerca do problema.

“O mundo ainda não está armado contra as enfermidades crônicas. Mesmo em alguns países europeus levamos um american way of life no sentido da obesidade, por exemplo. No Reino Unido, 25% das crianças com 14 anos estão acima do peso, um índice bem mais alto do que havia antigamente. Precisamos tomar atitudes com rapidez e essa é uma questão de liderança. É preciso haver medidas específicas, como por exemplo a tributação de comidas não saudáveis, do tabaco e do álcool. Mas ainda não vejo esse tipo de iniciativa. Discutimos muito sobre os custos do sistema de saúde, mas aí só se fala, por exemplo, das consequências do diabetes. E onde está o dinheiro e o empenho em lutar para que as pessoas não se tornem diabéticas? Algo absolutamente possível”, completa Piot.

Autora: Anna Corves (sv)

Revisão: Simone Lopes

Fonte: DW-WORLD.DE citado em EcoDebate

[Brasília]: Alunos de escolas públicas gordinhos e nada saudáveis

Alunos gordinhos e nada saudáveis, diz pesquisa da Universidade de Brasília Pesquisa na Universidade de Brasília com 860 alunos dos 8º e 9º anos de 10 escolas públicas do DF revela que 89% deles não haviam se alimentado corretamente na véspera. Cerca de 17% dos entrevistados estavam acima do peso

Sobrepeso e baixo consumo de frutas e hortaliças entre estudantes. Foi o que mostraram os dados preliminares de um estudo realizado no ano passado com 860 estudantes de 10 unidades de ensino do Plano Piloto e da Vila Planalto, vinculadas à rede pública do Distrito Federal. Instrumento de uma tese de doutorado, a pesquisa assinada pela professora adjunta do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB) Natacha Toral avaliou o consumo de adolescentes dos 8º e 9º anos (antigas 7ª e 8ª séries), com base no dia anterior à sondagem.

“No momento em que a gente chegava na escola, perguntava como tinha sido a alimentação deles um dia antes e eles nos contavam. Ainda estamos fazendo novas análises, mas conseguimos verificar até agora que 89% desses estudantes não alcançaram o mínimo de cinco porções diárias de frutas e hortaliças, como recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS)”, explica Natacha. “Ou seja, isso mostra que esses adolescentes têm uma inadequação muito grande na alimentação, ou melhor, que ela está muito desequilibrada”, avalia.

Cerca de 17% dos adolescentes entrevistados apresentavam excesso de peso, um problema que a nutricionista analisa como grave, levando em conta o índice aceitável de 10%, também da OMS. Segundo ela, os jovens estão em fase de formação do hábito alimentar e, provavelmente, manterão o mesmo padrão de consumo na vida adulta. “Isso implicaria um risco maior do desenvolvimento de algumas doenças crônicas não degenerativas, como alguns tipos de câncer e outras doenças que estão aparecendo cada vez mais cedo entre adolescentes. É o caso de obesidade, hipertensão”, elenca.


Dados adicionais serão compilados no intuito de caracterizar como se dá a alimentação dos alunos analisados. Entretanto, com base em outros estudos da área, é esperado que eles demonstrem um alto consumo de gorduras, de açúcares e de sódio, o que implicaria em outros riscos para a saúde. Uma estratégia da pesquisa foi testar a intervenção nutricional. Para tanto, foram distribuídos, mensalmente, entre os adolescentes, materiais educativos, principalmente, revistas sobre alimentação saudável e informativos.

“Em um primeiro momento, eles eram avaliados sem a intervenção e, após a implantação, eles eram reavaliados. O problema é que o material não teve impacto para melhorar o consumo de frutas e hortaliças. Pudemos entender então que o comportamento alimentar do adolescente é algo muito complexo e são necessárias várias outras estratégias para melhorar a alimentação deles”, esclarece a professora Natacha.

Universo
Aproximadamente 650 instituições de ensino da rede pública e cerca de 445 mil alunos da educação básica do Distrito Federal são atendidas com merenda escolar. Antes da implementação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), instituído em 2009, a merenda era oferecida apenas às crianças do Ensino Fundamental.

“Temos a legislação que regulamenta a execução do programa, que é determinada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FMDE). Ele diz quantas porções de fruta devemos servir, qual é o mínimo de vegetais, qual a necessidade nutricional dos dias letivos”, explica a gerente de Alimentação Escolar e coordenadora do Programa de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação do DF (SE/DF), Kelen Cristiane Pedrollo. “Os cardápios são baseados nesse instrumento. Ele diz que temos que atender 20% das necessidades nutricionais diárias. Isso dá algo em torno de 350 calorias”, completa.

Na Escola Classe 415 Norte, os lanches salgados são preferência entre os 380 alunos, como pontua a vice-diretora da entidade, Kenia Soares. “Eles comem arroz com frango, baião de dois. Já as coisas doces são menos aceitas, como canjica, arroz-doce”, informa. Ela acredita que, para a melhoria do cardápio, seja necessária uma análise das particularidades do público de cada região administrativa. A unidade atende meninos e meninas de 4 a 10 anos (1º período ao 5º ano). A Educação Integral recebe três refeições ao dia, enquanto os demais turnos, duas.

Realidade diferente
A opinião da gerente de Alimentação Escolar da SE/DF é parecida com a de Kenia. Kelen Cristiane avalia que a legislação é nivelada com base no caso mais grave. “Eu acredito que a porcentagem a ser cumprida com relação às necessidades nutricionais seja para aquela realidade em que o aluno só possui determinada merenda para o dia inteiro. Não digo que essa realidade não exista aqui no DF, afinal, temos bolsões de pobreza”, assinala. “Mas, dependendo do tipo de alimentação dentro de casa, acho que há uma sobrecarga de nutrientes. Pode ser por isso que a questão da obesidade esteja sendo favorecida”, sugere.

Kelen informa, porém, que apesar de esclarecimentos e informações levadas aos aluno, é difícil fazer com que ele opte pelo saudável em detrimento dos alimentos industrializados e/ou com alto teor de gordura. “Começamos a questionar se, na escola, o fato de o aluno ter a alimentação das cantinas comerciais não atrapalharia o consumo da merenda. Será que não conseguiríamos trabalhar melhor se esses estabelecimentos fossem retirados das escolas?”, questiona.

Educação básica
Implantado em 1955, O PNAE garante, por meio da transferência de recursos financeiros, a alimentação escolar dos alunos de toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) matriculados em escolas públicas e filantrópicas. Seu objetivo é atender às necessidades nutricionais dos estudantes durante sua permanência em sala de aula, contribuindo para o crescimento, o desenvolvimento, a aprendizagem e o rendimento escolar dos estudantes, bem como promover a formação de hábitos alimentares saudáveis.

Fonte: Correio Braziliense