Paulo Freire – Pedagogia da Autonomia (parte 2/3)

O capítulo 2 também apresenta nove saberes necessários aos educadores, os quais remetem à ideia de que ensinar não é transferir conhecimento do educador ao educando, mas construí-lo e criá-lo juntos. O primeiro e o segundo saberes tratam, respectivamente, sobre as condições de inacabamento e condicionamento – e não determinismo – do ser humano. O homem tem o direito e o dever de ser mais; é um eterno aprendiz, mesmo com os condicionamentos biológicos, sociais, culturais. Por isso, o educador-educando e o educando-educador são sujeitos dialógicos e éticos que, juntos, ensinam o que já sabem e aprendem o que não sabem, além de respeitarem os saberes um do outro. Essa autonomia do ser – mote principal da obra – é expressa no terceiro ponto. O quarto traz a relevância do uso do bom-senso por quem ensina. Construído e aperfeiçoado com a indagação, o questionamento e a reflexão da prática educativa, o bom-senso deve ser (re)visitado pelo educador em todas as suas situações pedagógicas. No quinto, Paulo Freire toca na questão da luta política dos educadores por melhores remunerações e condições de trabalho. Pondera que se deve ser humilde e tolerante nessa luta, inclusive para não desgostar da profissão, afetando, assim, a relação de amorosidade e respeito com os educandos. Logo, é uma luta importante, mas sem se esquecer de que a prioridade é sempre a educação, e não ganhos pessoais.

Em continuação, o sexto saber refere-se à necessidade de apreender substantivamente a realidade, sobretudo a do educando, pois é por meio dela que se constrói a prática educativa. Para o educando, há maiores oportunidades de aprender quando envolve algo da sua realidade, da sua concretude. No sétimo, o autor afirma que ensinar exige alegria e esperança, estando as duas correlacionadas. E como esses dois sentimentos estão em falta nos nossos educadores. A esperança progressista advém inclusive da possibilidade de mudança da realidade injusta, fatalista e cínica do modelo econômico vigente. A convicção de que essa mudança é possível por meio de uma ação político-pedagógica é colocada, dentro do segundo capítulo, como o oitavo saber. O futuro do homem, porque histórico, é incerto e construído socialmente. Para fechar o capítulo, o nono ponto retoma e aprofunda a temática da curiosidade como motor do aprendizado, as diferenças entre a ingênua e a epistemológica, sua incorporação pelo educando e pelo educador, e suas conseqüências na pedagogia dialógica.

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3 pensamentos sobre “Paulo Freire – Pedagogia da Autonomia (parte 2/3)

  1. Olá Boa tarde!!!

    Gostei do tema!, hoje a nossa educação está bem desarrumada, ela precisa de uma boa aparencia, como foi comentado, que o bom senso deve ser visitado pelo educador em todas as situações pedagógicas, juntamente com a humildade, sem esses requisitos é impossivel passar para um futuro grupo de estudantes e profissionais, o bom senso é a humildade é o caminho para o sucesso e não só nesta área, em todas, e falta a principal para firmar, a confiança em Jesus Cristo é o que falta nos seres humanos, hoje para poder adquirir estes requisitos. um forte abraço a todos deste blog, que Deus os protejam sempre.

  2. olá Pessoal! é com muito prazer poder contribuir com pensamentos para o engrandecimento de nossa nação, isto é o meu pensamento, vamos continuar sendo incentivadores para a perfeição e a integridade moral na vida dos seres humanos, hoje parece que não mais está existindo entre pessoas civilizadas, mas não podemos cansar de nos aperfeiçoarmos e nos moldarmos a um povo de integridade sociável, e tentar passar para os nossos futuros sucessores um modelo de educadores incansáveis e insasiáveis pelo saber e o conhecimento. um forte abraço!

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