[Brasília]: Hoje Reunião Geral Campanha Contra os Agrotóxicos e pela Vida

CAMPANHA PERMANENTE CONTRA OS AGROTÓXICOS E PELA VIDA

Participe da Reunião de articulação da Campanha no DF
28/03 (segunda-feira), as 18h30 no SINDSEP-DF.
(Setor Bancário Sul, Quadra 01 Bloco “K” – Ed. Seguradoras 16º andar)

A pauta da reunião será o fechamento da agenda dos dias 06 e 07 de abril (audiência pública, seminários na UNB e ato público).

Participem.

Comitê Distrital da Campanha

Mercado dos agrotóxicos, legislação e irregularidades

Mais um informe da Campanha Contra os Agrotóxicos.

O Brasil é o principal destino de agrotóxicos proibidos no exterior, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Pelo menos dez variedades vendidas livremente aos agricultores, no Brasil, não circulam na União Europeia e Estados Unidos. Para fabricantes e fornecedores, os riscos de prejuízo são mínimos. Desde 2002, apenas quatro produtos foram barrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Um exemplo é o endossulfam, uma substância considerada altamente tóxica e associada a problemas reprodutivos. Por isso é vetado em 45 países. No entanto, a comissão formada pela Anvisa, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e Ministério da Agricultura decidiu que o produto será banido somente em 2013. Em 2009, o Brasil importou mais de duas mil toneladas do endossulfam, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior. Para a gerente de normatização da Avisa, Letícia Silva, isso é resultado da pressão das empresas.

“A pressão sempre é no sentido de avaliar mais rápido determinado produto, para que ele possa chegar ao mercado mais depressa e passar à frente de outras empresas. No caso de reavaliação, existe pressão para o produto não ser reavaliado. Isto significa poder tirá-lo do mercado. Isso ocorreu tanto no âmbito político, com tentativas de sustar a reavaliação toxicológica iniciada pela Anvisa, como também no âmbito judicial. As empresas ingressaram com três ações diferentes para impedir a reavaliação daqueles 14 produtos agrotóxicos que Anvisa colocou em avaliação em 2008.”

A pressão das empresas passa por diversas instituições. Em 2010, as empresas Shell e Basf conseguiram reverter uma condenação bilionária, que indenizava ex-funcionários de uma fábrica de agrotóxicos de Paulínia, que ficaram doentes por conta do contato com os produtos químicos. A presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do Rio Grande do Sul, Regina Miranda, avalia que a legislação está sofrendo modificações a partir dos interesses das empresas.

“A regulamentação não é clara. E ela vem mudando progressivamente, numa postura de criar essa confusão dos legisladores para judiciar o uso irregular. Numa hora, o agrotóxico é proibido, mas liberam o genérico dele, que recebe outro nome científico e é liberado, mas o nome comercial é proibido. Existe uma confusão em tudo isso. Pouca capacidade do Estado de acompanhar, regular e capacitar agricultores para o uso. Então, ele contamina o trabalhador da indústria que fabrica, contamina o agricultor que o utiliza, no solo, e as pessoas que bebem água contaminada e comem os alimentos com agrotóxicos.”

Um total de 2.195 marcas de agrotóxicos estão registradas no Brasil. Segundo o sindicato do setor, 400 toneladas de produtos sem registro já foram apreendidas desde 2001. O comércio ilegal movimenta R$ 500 milhões por ano.

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“Agrotóxico vai contaminar a água e desequilibrar a oferta de alimentos”, diz pesquisadora

Por: João Peres e Leandro Melito

Publicado em 10/03/2011

Raquel Rigotto, durante aula na Fiocruz (Foto: EPSJV/Fundação Osvaldo Cruz/Divulgação)

São Paulo – A professora e pesquisadora do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, Raquel Rigotto, alerta para o risco de contaminação das áreas agriculturáveis do país devido ao uso abusivo de agrotóxicos por parte das empresas do agronegócio.

Em entrevista à Rede Brasil Atual, Raquel, que também é coordenadora do Núcleo Tramas – Trabalho, Meio Ambiente e Saúde, critica o modelo de desenvolvimento agrícola adotado pelo Brasil e prevê que a continuidade do atual padrão pode levar ao adoecimento da população, além de pouco contribuir para o abastecimento e a segurança alimentar no país.

Leia a seguir a íntegra da entrevista:

O Ibama divulgou no fim de janeiro uma pesquisa sobre os agrotóxicos, que confirma que 67% das vendas destes insumos estão na mão da Monsanto. Como isso se relaciona com um consumo tão grande de agrotóxico, o que isso indica em termos de alimentação e de segurança alimentar?

Em termos de alimentação, nós vamos ter um comprometimento importante na contaminação da água e na contaminação dos alimentos propriamente ditos e isso acarreta implicações muito importantes pra saúde humana. Há evidências que a ingestão de água contaminada com pequenas doses de diferentes princípios ativos de agrotóxicos podem provocar uma série de agravos à saúde, como o câncer. Especialmente o câncer de mama, já temos evidências de como o DDT, por exemplo, pode provocar alteração do sistema imunológico, alteração do sistema endócrino, do fígado, dos rins e da pele, alteração sanguínea, alergias, enfim, um amplo leque de agravos à saúde.

Em termos de segurança alimentar é importante a gente considerar também que o agronegócio está voltado para a produção de commodities, então ele tem ocupado terras agricultadas e terras férteis, tem se expandido através de biomas fundamentais para o equilíbrio ecológico como a Amazônia, o cerrado e a caatinga.

Com isso, ele concentra terra e reduz o espaço da produção da agricultura e com isso estamos assistindo à alta dos preços dos alimentos. Processo semelhante está acontecendo nos Estados Unidos com o etanol a partir do milho. Ações do agronegócio têm tido muita implicação na segurança alimentar, além da incompatibilidade da convivência entre o modelo de produção da agricultura camponesa e o modelo do agronegócio.

Nós temos acompanhado por exemplo assentamentos do MST rodeados de empreendimentos do agronegócio, em que as pulverizações são muito frequentes e as chamadas pragas saem (das plantações) do agronegócio por causa do veneno e vão para as plantações dos camponeses.

Sobre a questão da alta do preço dos alimentos, já faz alguns anos que se vem alertando pra isso. Qual vai ser a saída pra isso, se mantivermos a opção pela industrialização agrícola?

A gente tem uma artificialização cada vez maior do padrão alimentar da população em função disso, a soja, por exemplo, vai ser usada como componente da ração que vai ser oferecida a animais, e isso volta pra nós em forma de ‘nuggets’.

Temos visto um crescimento rápido de obesidade entre adolescentes brasileiros. O IBGE mostrou que essa obesidade é acompanhada por um padrão nutricional precário, déficit imunológico, ingestão de várias substâncias químicas, como corantes e conservantes. Também provoca uma contaminação por causa do lixo gerado pelas embalagens dos alimentos.

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Jornada de Lutas já mobiliza 10 estados contra agrotóxicos

A Jornada de Lutas das Mulheres da Via Campesina, que mobilizou 10 estados desde o começo da semana, denuncia os impactos para a saúde humana e para o ambiente do uso abusivo dos agrotóxicos e aponta a responsabilidade do modelo de produção do agronegócio.

Em todo o Brasil, as camponesas, em conjunto com outros movimentos urbanos, denunciam que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, inclusive de agentes contaminantes totalmente nocivos a saúde humana, animal e vegetal que já foram proibidos em outros países.

As ações denunciam os efeitos nocivos para a saúde e meio ambiente da utilização anual de mais de um bilhão de litros de venenos, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola. O Brasil ocupa o primeiro lugar na lista de países consumidores de agrotóxicos desde 2009.

“A produção em grande escala com venenos traz conseqüência para a vida das pessoas, seja no campo, seja na cidade. Temos necessidade de consolidar esse debate na cidade, que é um debate para a humanidade”, afirma Marisa de Fátima da Luz, assentada na região do Pontal do Paranapanema (SP), e integrante da Coordenação Nacional do MST.

Nesta quinta-feira, as mulheres fizeram protestos em São Paulo e Minas Gerais.

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[Brasília]: Manifesto PAZ NO TRÂNSITO

Convocação do Rodas da Paz para manifestação na Esplanada pedindo paz no trânsito e respeito aos ciclistas!

Caros amigos da Bicicleta,

Com certeza o ocorrido em Porto Alegre tem relação com subconsciente do motorista de que não vai acontecer nada com ele, a impunidade faz o motorista cogitar escapar sem ser indiciado ou preso.

Conclusão fácil: Falta criar no motorista a sensação de que se ele agredir os ciclistas ou outro componente do transito, ele realmente terá uma pena severa, como acontece nos países que privilegiaram a bicicleta.

Em países como Holanda, França, Estados Unidos é possível observar os motoristas esperando até que a via seja liberada pelo ciclista. Não é só paciência nem cultura. Ele sabe que vai pesar no bolso e na vida dele, o gesto insano de partir para a agressão ao ciclista. A “cultura da bicicleta” que vemos nestes lugares não foi um presente dos poderes constituídos, foi uma batalha ganha com muitos esforços e de muitos. Apoiado em uma boa dose de legislação, investimentos em obras físicas que promovem segurança dos usuários da bicicleta, fiscalização e conscientização da comunidade de que têm direitos e deve cobrar que sejam atendidos.

Então convocamos a todos, ciclistas, familiares de vítimas do trânsito, simpatizantes da bicicleta, entidades de direitos humanos e todos que ainda tem a capacidade de se indignar com atos de insanidade como deste motorista de Porto Alegre que tornou real o mais presente de nossos pesadelos: a invasão do pelotão por um motorista insano.

Pautaremos a imprensa e Faremos a entrega da DECLARAÇÃO DE ÓBITO dos Códigos de Transito e do Código Penal Brasileiros.

Convocação Geral: Participe.

Manifestação Pacífica: ENTERRO SIMBÓLICO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO E DO CÓDIGO PENAL BRASILEIROS.

Local: Gramado do Congresso Nacional, Rua das Bandeiras, onde temos anualmente a maior mobilização de Brasília pela civilidade no transito: O Passeio Ciclístico Rodas da Paz.

Data: 03 de março de 2011 – Quintas-feiras

Horário: 13h

Vista uma roupa branca,

Vá de bicicleta, de carona, de ônibus, a pé, mas vá. Participe.

Colabore com as ações pós-manifestação.

Segue o texto original da Convocação, concebida por nosso amigo ciclista Weimar Penttengil

http://www.weimarpettengill.blogspot.com

Ronaldo Martins Alves

Presidente

ONG Rodas da Paz

http://www.rodasdapaz.org.br