Bicicletas em um Porto não muito alegre

Infelizmente, uma notícia muito triste sobre a falta de respeito para com o próximo. Mesmo não tendo nossas concepções, a ética não permite tal comportamento.
Meus sentimentos solidários aos ciclistas gaúchos, que assim como nós “candangos”, lutam por cidades com menos automóveis.

“Tudo poderia ter mudado, sim
Pelo trabalho que fizemos, tu e eu
Mas o dinheiro é cruel e um vento forte levou os amigos
Pra longe das conversas, dos cafés e dos abrigos..

Dificil é saber o que acontecerá
Mas agradeço ao tempo: o inimigo eu já conheço
Sei seu nome, sei seu rosto, residência e endereço
A voz resiste e a fala insiste, você me ouvirá
A voz resiste e fala insiste, quem viver verá”

Belchior ( Não leve flores)

“Bicicletas em um Porto não muito alegre”
Por Paulo Marques do @autogestaobr

A cidade de Porto Alegre já foi símbolo de muitas “possibilidades”, inclusive em uma não tão distante época falava-se que aqui nesta “leal e valorosa” estava-se ensaiando “um novo mundo possível”; alguns até diziam que era uma verdadeira Aldeia Gaulesa de solidariedade e democracia que enfrentava o império neoliberal.

No entanto, parece que a fortaleza dos irredutíveis atualmente ficou no passado, pois o que restava dessa idéia generosa de uma cidade de todos (as) e para todos (as) aos poucos vai sendo enterrada, seja por uma gestão pública incapaz, seja por uma classe média cada vez mais elitista e preconceituosa. A quase tragédia ocorrida ontem na cidade baixa, quando cerca de 20 ciclistas do movimento massa crítica foram atropelados por um carro, de forma claramente proposital, como destacam as testemunhas, é apenas o aspecto mais visível deste cenário. Representa a consolidação da cidade como mero espaço voltado para o bom e eficiente funcionamento do mercado, o que significa o mal funcionamento para as pessoas, refletindo inexoravelmente a lógica do sistema capitalista.

Um movimento que propõe a substituição do uso do automóvel pela bicicleta acaba sendo, neste contexto, uma “ação de inconsequentes”, “quixotes” enfrentando “moinhos de vento” e portanto, nada mais lógico de “acabar com a palhaçada” (talvez este tenha sido não só o pensamento do motorista que causou o acidente, mas de muitos leitores de jornal). Da mesma forma que a participação popular nos assuntos da gestão pública “atrapalha” o gestor, a circulação de homens e mulheres em suas bicicletas “atrapalham” o fluxo das belas máquinas da modernidade. Assim se constroem os consensos, “senso comum” via mídia monopolista e oligárquica (apesar do movimento massa crítica realizar ações desde o ano passado, foi necessário um acidente para que o tablóide da família Sirotski mencionasse a existência do mesmo)

Está aí, de forma muito clara, na prática e não apenas na teoria, a comprovação da máxima do velho mouro segundo qual a “ideologia dominante é sempre a ideologia da classe dominante”. Senão vejamos, é minimamente racional que apenas uma pessoa utilize um automóvel no qual cabem cinco pessoas, ocupe um enorme espaço nas ruas, polua o ambiente, ponha em risco a vida de pessoas dentro e fora do veículo para percorrer, em media 5 ou 10 kilometros? Em uma velocidade de 20 kilometros por hora? A resposta pode ser positiva, é sim, desde que visto de determinado ponto, ou seja, de determinada idéia de cidade, de mundo, de ideologia.

Continuar lendo

Dia da Vitória no Egito

Congratulações solidárias aos companheiros do povo egípcio pela grande conquista.

Hoje – Dia da Vitória – comemorando uma semana da retirada do ditador do governo.

Rumo à liberdade política e à democracia.

Juntos estão indo alguns outros países árabes: Líbia, Bahrein, Iêmen…

[Brasília]: Aulas de alfabetização de adultos no Varjão

Estão abertas as inscrições para as aulas GRATUITAS de alfabetização de adultos no Varjão. Esse é um trabalho desenvolvido pela ONG Voluntarios DF em busca da erradicação do analfabetismo no DF.

O local será a Casa São José, na avenida principal, na entrada do bairro à direita.

As aulas começarão em 15/03/11 e serão às terças e quintas, das 19h30 às 21h30.

As fichas de inscrição já estão disponíveis no local.

Então, quem conhecer alguém que não sabe ler ou escrever e que mora perto do Varjão, peça para ir à Casa São José para se inscrever.

Mais informações no telefone 3468-1949 ou em www.voluntarios.org.br

E quem quiser conhecer mais sobre esse trabalho, pode acessar a reportagem feita pela TV Uniceub ano passado.

[Brasília]: Cacique Raoni na UnB: “Minha guerra agora é contra a usina de Belo Monte”

Ciência e tradição se unem contra usina de Belo Monte


Índios e especialistas discutem impactos ambientais e sociais da usina. Abaixo-assinado com mais de 500 mil assinaturas será entregue para a presidente Dilma amanhã
Thássia Alves – Da Secretaria de Comunicação da UnB

A maloca moderna pensada por Darcy Ribeiro transformou-se em um parlatório do movimento indígena contra a construção da usina de Belo Monte, nesta segunda-feira, 7 de fevereiro. Kaiapós, jurunas, araras, terenas, tukanos, macuxis, guajararás e kaigongs se uniram em coro para mostrar aos brancos o temor que a construção das barragens ao longo do rio Xingu provoca. Índios, autoridades, especialistas e ativistas levarão até o Congresso Nacional um abaixo-assinado com mais de 500 mil assinaturas contra a construção da hidrelétrica nesta terça.

“Se a Belo Monte for construída, os indígenas e as florestas serão prejudicados. Não estamos acostumados a criar bichos. Comemos o que há na mata”, disse Raoni Metyktire, líder kaiapó. Além da preocupação com a alimentação, o cacique reforça outro problema: a falta de terras. “Não tem mais espaço. Vocês já ocuparam tudo”, afirmou Raoni. Ele estava na plateia, mas foi convidado pelo diretor do Instituto de Ciências Sociais, Gustavo Lins Ribeiro, para sentar-se na mesa de debates.

Gustavo Lins disse que é preciso mudar o conceito de desenvolvimento. “A concepção de desenvolvimento do branco é diferente do índio. Quem fica com o prejuízo são os indígenas e os povos locais”, afirmou. Segundo ele, os bilhões que serão gastos para fortalecer grandes companhias não bastam para amenizar os danos causados aos povos locais.

A usina de Belo Monte será construída no baixo rio Xingu, localizado no estado do Pará. A polêmica em torno da construção existe há mais de 20 anos. Mas foi intensificada em fevereiro de 2010, quando o Ministério do Meio Ambiente concedeu licença ambiental para a obra. Muitos movimentos sociais e principalmente indígenas são contrários à obra em razão dos danos sociais e ambientais e do desalojamento de comunidades nativas.

Continuar lendo

[Brasília]: Denúncia de ciclovia inacabada em Santa Maria

Brasília deveria ter 580 quilômetros de ciclovias. Na prática, elas não chegam a 10% disso. Em Santa Maria, como denuncia a telespectadora Maria Célia Mendes, a faixa exclusiva está incompleta.

Reportagem exibida no DFTV hoje.

[Brasília]: Grande ato contra Belo Monte

CONVOCATÓRIA
Grande ato em Brasília contra Belo Monte

Contra as mega-hidrelétricas na Amazônia!
Mais de meio milhão de pessoas já assinaram as petições contra Belo Monte, que serão entregues no Palácio do Planalto!
Na terça-feira, dia 8 de fevereiro, centenas de indígenas, ribeirinhos, ameaçados e atingidos por barragens, lideranças e movimentos sociais da Bacia do Xingu e de outros rios amazônicos estarão em Brasília para protestar contra o Complexo Belo Monte e outras mega-hidrelétricas destrutivas na região. Também irão exigir do governo que rediscuta a política energética brasileira, abrindo um espaço democrático para a participação da sociedade civil nos processos de tomada de decisão.
Convocamos todos os nossos parceiros e amigos, e todos aqueles que se sensibilizam com a luta dos povos do Xingu, a se juntar a nós, porque, mais que o nosso rio, está em jogo o destino da Amazônia.
A concentração para o ato ocorrerá às 9hs, no gramado em frente à entrada do Congresso Nacional. Após o protesto, uma delegação de lideranças entregará à Presidência da República uma agenda de reivindicações e as petições contra Belo Monte.

Participe, e ajude a convocar!
Para assinar a petição clique: http://www.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl

Movimento Xingu Vivo para Sempre – MXVPS
Conselho Indigenista Missionário – Cimi
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB
Instituto Socioambiental – ISA
AVAAZ

Contatos:
Renata Pinheiro – MXVPS (93) 9172-9776
Cleymenne – Cimi (61) 9979-7059
Maíra – Cimi (61) 9979-6912
Avaaz – portugues@avaaz.org

[Brasília]: Quinta Slow – 03/02

No dia 03 de fevereiro, primeira quinta-feira do mês, acontece a nossa já tradicional Quinta Slow, no Restaurante Panelinha, a partir das 19h30. Será a primeira de 2011, oportunidade para os convivas e simpatizantes se reencontrarem e discutirem as atividades que iremos realizar em 2011.

O cardápio especial para a ocasião, preparado pelos cozinheiros e convivas do Slow Food Cerrado, Moisés Nepomuceno e Gudrin, será o pappardelle de buriti ao sugo, acompanhado de mini tomates flambados com manjericão e queijo parmesão uruguaio. O valor é R$16,90 por pessoa (bebidas não incluídas), com direito a repetecos. Par quem quiser conhecer e degustar outras delícias da casa, o cardápio do restaurante também estará sendo servido.

É interessante confirmar a presença, para que o pessoal da cozinha possa se programar melhor.

A Quinta Slow é um momento de convivência dos associados e simpatizantes do Slow Food Cerrado. É aberta a todos que desejam participar de nossas atividades e discussões, e acontece toda primeira quinta-feira de cada mês no Restaurante Panelinha.

Para quem não conhece, o Restaurante Panelinha fica no fim da Asa Norte: SHCN CL 316, Bloco E, Loja 20, telefone (61) 3041-5070.

Apóie a divulgação e participe!

Fonte: Slow Food Cerrado