A idéia em torno do socialismo ecológico

Mudar radicalmente a racionalidade econômica; aproximar as preocupações da ciência econômica para a necessidade de libertar o homem; criar um novo ambiente propício para a vida de todos os seres humanos, sem a divisão costumeira que privilegia alguns em detrimento de muitos e reconhecer, definitivamente, a existência de limites ao crescimento. São esses alguns pontos centrais da discussão em torno do que se convenciona chamar socialismo ecológico; ou como alguns preferem de eco-socialismo.

Socialismo, sim, no sentido de enaltecer os laços sociais e políticos que respeitam, primeiramente, a Mãe Terra. Socialismo no sentido de fazer a crítica verdadeira ao “deus-capitalismo” que se afirma consoante a idéia básica de que o mercado, altar sagrado do dinheiro, pode tudo. Esse socialismo, aqui defendido, se põe em posição contrária a essa premissa, pois entende que o mercado é incapaz de resolver tudo e que o mundo não pode viver apenas de consumo e mais consumo, como o “deus-capitalismo” sempre quis que assim fosse e quer que assim seja.

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A civilização do futuro

Do final do século XIX aos dias atuais, houve um grande avanço tecnológico. Isso ninguém pode contestar.

O homem venceu os espaços e chegou à lua…

Construiu máquinas capazes de vencer as distâncias entre os continentes, entre as nações.

Descobriu a cura de enfermidades até então tidas como incuráveis. Conseguiu erradicar da face da Terra doenças que dizimavam vidas.

Embora todo o progresso tecnológico conseguido e apesar da possibilidade de comunicação instantânea, o homem não logrou sequer minimizar a saudade, preencher a solidão, acalmar a ansiedade, evitar a dor, a doença e a morte.

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[Brasília]: Grupo faz confraternização pedalando

É isso aí, é pedalando que a gente melhora a mobilidade da cidade.Link do vídeo.

Todas as noites, um grupo de pessoas se reúne para andar de bicicleta. O ponto de encontro é no Parque da Cidade. Nessa segunda-feira (20), mais de 50 ciclistas aproveitaram a bela lua para pedalar. Homens e mulheres de todas as idades. E os motivos para o Pedal Noturno são os mais variados.

“Descer a Esplanada dos Ministérios é fantástico, a ponte. É muito bacana, é muito prazeroso. Acaba com o estresse completamente”, conta a servidora pública Beatriz de Leão.

E quem disse que pedalar não pode ser um programa de casal. O militar Amilcar Andrade convenceu a mulher Ana Paula Dubeux a participar. “Ele começou vindo aos pedais e dizendo que conhecia muita gente diferente. eu comecei a ficar curiosa. E aí comecei a vir assim, devagarzinho”, conta Ana Paula.

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Não Matarás

Não Matarás – Documentário do Instituto Nina Rosa, em 7 partes, sobre pesquisa científica com o uso de animais:

“Quando você toma um remédio, sabe como ele foi criado? Quando você passa batom, sabe realmente o que está colocando em seus lábios? Lanolina, queratina, ácidos graxos… de onde vêm as substâncias que deixam seus cabelos macios e sua roupa ainda mais branca? A cada dia, o consumidor tem produtos novos à sua disposição nas prateleiras do supermercado. O apelo ao consumo é cada vez maior e os lançamentos sempre vendem uma nova fórmula mágica. Mas o que acontece para que esses produtos tenham seu consumo permitido? Por trás dos rótulos atraentes e das promessas de efeito miraculosos está o sofrimento de milhões de animais que serviram como cobaias dos testes. Os resultados – cada dia mais contestados – são extrapolados para humanos, e sua eficácia está sendo cada vez mais questionada. Eles são seguros? Até quando casos como o da talidomida continuarão a acontecer? Os testes que põe em risco a sua saúde e ceifam a vida de milhões de animais são justificáveis? Este é o tema principal do documentário “Não Matarás – os animais e os homens nos bastidores da ciência”, um olhar abrangente sobre o sistema que mata mais do que salva. O uso de animais no ensino, o medo dos estudantes em expressar sua rejeição a esses métodos cruéis, a continuidade de um pensamento acadêmico já ultrapassado. Filósofos, cientistas e ativistas revelam o que é mantido em segredo. Depois de saber, você não será mais o mesmo. Para contribuir com a causa animal ou simplesmente para poder saber mais sobre este e outros trabalhos, visite o nosso site : http://www.institutoninarosa.org.br Inclusive, através do site você pode adquirir este DVD com a máxima qualidade possível.”

A Cristandade se acabou. Viva a fé!

A celebração do Natal vem nos recordar de que a paz nunca se fará pelas armas
Marcelo Barros

Este é o título do editorial de um número recente da revista Le Monde des Religions, (outubro 2010). Esta afirmação não parece confirmada quando vemos como o comércio e o consumismo tomaram conta da festa do Natal. A cultura parece ainda cristã, mas sem a profundidade que o Evangelho pede a quem crê. De fato, em um mundo individualista e competitivo, é ótimo que o Natal seja ocasião de encontro humano e confraternização das famílias e amigos. Pode ser positivo que, para muitas pessoas, esta festa não fique restrita à fé cristã. Ela nasceu no século IV de uma comemoração do solstício do inverno. Celebrada em seu início pelos seguidores da antiga religião romana, hoje se tornou uma festa mais humana do que religiosa. Entretanto, é lamentável que o seu conteúdo cristão tenha sido substituído pela febre do comércio e pelo Papai Noel das lojas e da cultura consumista.

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Dinheiro que dá em árvore

Acordos de Cancún ratificaram a insensibilidade às demandas sociais e o projeto do mercado como solução para as mudanças climáticas

Vinicius Mansur
enviado a Cancún (México)

Não bastam os diversos desastres ambientais registrados mundo afora. O documento elaborado em Cochabamba, Bolívia, durante a Conferência Mundial dos Povos sobre Mudanças Climáticas, na qual estavam mais de 35 mil pessoas em abril deste ano, tampouco foi suficiente. Não bastaram os mais de 200 protestos realizados em 37 países no marco da jornada de lutas “Milhares de Cancún”. Também não bastaram as duas marchas puxadas pela Via Campesina e os três fóruns realizados – por distintas organizações sociais – paralelamente à Conferência do Clima da ONU (COP 16) em Cancún, México.

Nas palavras do equatoriano Luis Andrango, dirigente da Coordenadoria Latino-Americana de Organizações do Campo (Cloc), “a COP 16 discutiu só soluções de mercado para os efeitos da crise climática que criou e deixou nas mãos do povo, de novo, o dever de enfrentar as suas causas”.

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15/12 – Dia Nacional da Economia Solidária

Notícia do FBES

15 de dezembro é o Dia Nacional da Economia Solidária. Que tal aproveitar e olhar como foi o ano de 2010? Tivemos uma série de conquistas que devemos comemorar, em um ano intenso com muitas atividades e movimentações que fortaleceram as bandeiras e o movimento da economia solidária.

Em comemoração a este dia especial, escolhido pelo movimento em homenagem a Chico Mendes, grande defensor das florestas e Reservas Extrativistas, compilamos neste artigo uma retrospectiva do ano, com os principais fatos, conquistas e saldos políticos:

Fórum Social e Feira Mundial da Economia Solidária.
Já no início do ano, em janeiro, realizamos o I Fórum Social e a I Feira Mundiais de Economia Solidária, em Santa Maria/RS. Representantes de empreendimentos de todo o país e dos países dos 5 continentes vieram debater as grandes demandas em eixos temáticos: Finanças Solidárias, Educação e Cultura Solidárias, Integração Solidária Internacional, Produção, Comercialização e Consumo Solidários, e a Soberania Alimentar e Nutricional. Veja os resultados do Fórum Social Mundial de Economia Solidária em http://miud.in/kkt .

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