[Brasília]: Luta pelo meio ambiente em Brazlândia

A ONG Amigos das Veredas denunciou um problema ambiental causado pela especulação imobiliária em Brasília, com o consentimento e autorização dos órgãos governamentais do DF, em especial o IBRAM.
A reportagem foi exibida no DFTV 1ª Edição do dia 29/10/10, a qual segue abaixo:

Obra em Brazlândia coloca área de proteção ambiental em risco
Pdot autorizou construção de duas novas quadras na região. Para conter a água da chuva que passou a se acumular, três bacias começaram a ser construídas, trazendo problemas para o Parque Veredinha.

Quando o Plano de Ordenamento Territorial autorizou a expansão de Brazlândia e as construções das quadras 33 e 34, trouxe problemas para o Parque Ecológico Veredinhas. A urbanização impediu que o solo absorvesse a água da chuva. O governo decidiu, então, fazer três grandes bacias de contenção. A obra, no entanto, parou há um ano e apenas duas das três bacias foram construídas.

“Essas bacias atropelaram o plano de manejo do Parque Ecológico Veredinha. A área toda era cerrado e foi desmatada para a construção delas. Tudo por causa do Pdot, que autorizou a criação das quadra 33 e 34, dois bairros sem licença ambiental”, explica Flávio do Carmo, representante da ONG Amigos do Veredas.

O Instituto Brasília Ambiental deu a licença para a construção das bacias, o que, segundo a avaliação do administrador de Parques da Cidade, Sebastião de Oliveira, foi um erro. “Não foi correto. O Ibram cedeu esse espaço contrariado, mas era obrigado porque não tinha outra alternativa Infelizmente, a água procura a parte mais baixa”, diz.

A chuvarada que caiu de terça para quarta-feira, fez uma das bacias transbordar. A água desceu com força e a enxurrada derrubou a cerca que foi feita pra proteger uma nascente. Junto com a água, veio areia e lixo e a nascente foi completamente soterrada. Agora, a água consegue, com dificuldade, um espaço para descer para o Córrego Veredinha.

Pneus e até uma manilha de concreto foram arrastados. O impacto ambiental pode ser irreversível. A mata ciliar, que fica às margens, não resistiu. O assoreamento já dificulta a passagem da água e a chuva e a enxurrada também pioraram a erosão.

O administrador de Brazlândia, Nilson Araújo, acredita que se não houver alguma medida, os problemas podem ser maiores. “Já aconteceu o assoreamento da mina. O que tememos agora é que o bacião se rompa e prejudique nosso espelho d’água também. Pode haver até o rompimento de pistas, o que causaria um dano ainda maior”, fala.

A Novacap mandou uma equipe para avaliar o que pode ser feito no local e disse que aguarda a conclusão de um processo de licitação para terminar as obras.

Rafael Monaco / Marcos Tavares

Fonte: DFTV

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s