Como as corporações têm lucros por se associar a causas de caridade

Slavoj Zizek *

Eu quero desenvolver uma linha de pensamento sobre um ponto: por que, na nossa economia, a caridade não é mais apenas uma idiossincrasia de algumas pessoas boas aqui e ali, mas o componente básico da nossa economia.

No capitalismo de hoje, há uma tendência crescente em juntar [ganhar dinheiro e caridade] em um único agrupamento, de modo que quando você compra algo, o direito anticonsumista de fazer algo pelos outros, para o ambiente e assim por diante, já está incluído dentro dele.

Se você acha que estou exagerando, eles estão em toda esquina. Entre em qualquer café Starbucks, e você vai ver como eles dizem explicitamente que – eu cito a sua campanha: “Não é só o que você está comprando, é o que você está comprando.” E então eles descrevem para você. Ouça: “Quando você compra Starbucks, conscientemente ou não você está comprando algo maior do que uma xícara de café. Você está comprando uma ética de café. Através do nosso programa Starbucks “Planeta Compartilhado”, nós compramos mais café do ‘comércio justo’ [Fair trade] do que qualquer outra empresa no mundo, garantindo que os agricultores que cultivam o grão recebam um preço justo pelo seu trabalho árduo. E nós investimos e melhoramos as práticas de cultivo do café e as comunidades ao redor do globo. É um bom karma do café.” E um pouco do preço de uma xícara de café do Starbucks ajuda a mobiliar o local com cadeiras confortáveis, e assim por diante.

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O que fazer em Cancun?

Escrito por Roberto Malvezzi

O mundo inteiro irá a Cancun. Mais uma vez reúne-se para discutir o “aquecimento global”. Enquanto discutimos, há várias décadas, os gases de efeito estufa continuam aumentando na atmosfera.

Hoje, a concentração de CO2 na atmosfera está ao redor de 386 ppm, isto é, de cada  milhão de outras partículas, 386 são de CO2. Antes da revolução industrial estava ao redor de 288 ppm. Resultado, a temperatura média da Terra, que era de 14,5º C, hoje já passa de 15º C. Parece pouco, mas já é suficiente para causar as tragédias ambientais a que temos assistido. Cada grau a mais trará transtornos inimagináveis.

Aumentou também o metano (CH4), que está em menor porcentagem na atmosfera, mas tem um potencial de aquecimento 21 vezes maior que o CO2.

Aumentou ainda o N2O, ou óxido nitroso, produzido pela agricultura envenenada, também causador do efeito estufa. 

Na prática, esses dados indicam o total fracasso dos mecanismos de mercado para controlar as emissões de gases. Teríamos que ter outras razões, outras práticas, como a diminuição do uso dos combustíveis fósseis, da queima e derrubada das florestas – ao contrário, reflorestar -, da patada ecológica da pecuária e da agricultura sobre a Terra.

Entretanto, basta ver a filosofia desenvolvimentista que adotam o Brasil, China e Índia, além dos europeus, americanos e outros asiáticos, para sabermos que esse modelo nos leva ao abismo. As multidões, embriagadas pelo consumo, não têm distância crítica para vincular a depredação da Terra à sociedade do desperdício. Enquanto tal, a fome e a sede aumentaram em todo o planeta, embora tenham diminuído em alguns lugares, caso do Brasil.

Portanto, embora respeite a boa vontade de muita gente, além do passeio, não há muito que fazer em Cancun. Espero muito mais da sabedoria das populações tradicionais, de sua resiliência, da ecologia dos pobres, daqueles que estão dispostos a construir a “sociedade do bem viver”. Mas, tudo indica, ela não virá sem muita dor e sofrimento.

Espero também que a misericórdia da Terra para com o ser humano seja maior do que a do ser humano para com a Terra. 

Roberto Malvezzi (Gogó), ex-coordenador da CPT, é agente pastoral

Fonte: Correio da Cidadania

[CineSexta]: SOS Saúde, de Michael Moore

Documentário – em 9 partes – de Michael Morre sobre a situação do sistema de saúde dos EUA. Tirem suas próprias conclusões.

Uma certa preocupação ambiental vira ameaça à segurança nacional nos EUA

Mark Ruffalo vira ameaça à segurança nacional nos Estados Unidos

Encantado com o documentário Gasland, que fala sobre como a água potável e o ar estão sendo afetados pelas perfurações nas reservas de gás natural nos Estados Unidos, Mark Ruffalo (A Ilha do Medo) organizou algumas exibições da obra, além de dar voz às suas preocupações com essa questão desde o início do ano.

Com isso, o ator esperava aumentar a conscientização do maior número possível de pessoas. O que ele provavelmente não imaginava é que esta iniciativa iria lhe render um lugar entre as possíveis ameaças à segurança nacional.

De acordo com a W.E.N.N., o Departamento de Segurança Nacional da Pensilvânia colocou o ator sob obervação, na chamada lista de alerta contra o terror, onde são enumeradas as possíveis ameaças contra os Estados Unidos da América. Aparentemente, mesmo anos após os atentados de 11 de setembro, a paranóia norte-americana ainda está longe de terminar.

Ruffalo, que viverá o Hulk na versão cinematográfica de Os Vingadores, mostrou-se bem humorado com relação a tudo isso. “É muito engraçado”, afirmou o ator à revista QG.

Confira o trailer do documentário que originou esta polêmica:

Fonte: OngCea

25/11 – Dia do Doador Voluntário de Sangue

Hoje é o Dia do Doador Voluntário de Sangue. Segue campanha do Hemocentro de Brasília.

Hemocentro de Brasilia lança campanha na 10ª Semana Nacional do Doador Voluntário de Sangue

“Faço parte desta corrente. Dôo o meu melhor: sou Doador de Sangue!”

Em comemoração à 10ª Semana Nacional do Doador Voluntário de Sangue, a Fundação Hemocentro de Brasilia/FHB lança a campanha “Faço parte desta corrente. Dôo o meu melhor: sou Doador de Sangue! ”, entre os dias 22 a 26 de novembro. O objetivo da temática desse ano é formar elos de uma corrente infinita em prol da doação voluntária de sangue e medula óssea.

O ponto alto da festa será no dia “25”. A abertura da solenidade ficará a cargo da diretora da FHB – Maria de Fátima Brito Portela – que juntamente com a diretora-executiva – Regina Fátima Gatto de Oliveira Thomé – receberão doadores, colaboradores e autoridades, no auditório do Hemocentro.

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Consumo é o oxigênio do capitalismo

Artigo de Maurício Gomide Martins

A partir do século XVIII, as guerras, quando não motivadas por interesses econômicos, foram ‘salutares’ para esses mesmos objetivos, representados pelos oportunistas encastelados nos países com vocação imperialista. O esqueleto econômico do sistema capitalista foi se fortalecendo, chegando ao estágio de patrocinar e escolher os governantes de uma nação.

Os acontecimentos de 2008, classificados de graves, deram ao tesouro de cada país o recado: “me salve ou arrasto todos para o buraco”. E o conjunto governamental de um país se viu na situação de atender a essa ameaça, por não ter outro caminho a seguir. Afinal, a construção política de um país é desenhada segundo os interesses econômicos das grandes empresas que têm o verdadeiro poder de mando.

Com isso, o dinheiro entesourado provindo dos tributos pagos pela sociedade consumidora é desviado para acudir as corporações econômicas, principalmente os Bancos que são os condutores e intermediários dos valores virtuais atribuídos a um pedaço de papel chamada dinheiro e que tem o atributo de se reproduzir pelo artifício dos juros.

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[Brasília]: Pesquisadores prometem espalhar 2 mil orquídeas em pontos de todo o DF

Quando projetou a nova capital do país, Lucio Costa decidiu, entre vários outros desafios, emoldurar o concreto armado com um cinturão de árvores. Se depender do Jardim Botânico de Brasília (JBB), o verde do urbanista ganhará pinceladas em tons púrpuras. Os pesquisadores do espaço prometem espalhar pelo menos 2 mil orquídeas em pontos de todo o Distrito Federal.

A segunda fase do projeto começou ontem, no antigo Espaço Pedalinho do Parque da Cidade. As flores também integrarão o Parque Olhos d’Água, a 315 Norte e o Park Way. “Vamos colocar orquídeas em todo o DF”, empolga-se a engenheira florestal Lílian Breda, gerente de Manejo de Recursos Naturais do JBB. Em junho, a primeira fase da iniciativa levou mais de mil exemplares ao fim da Asa Sul. Frequentadora do Parque da Cidade, a servidora pública Daniella Silveira, 37 anos, acredita que o plantio vai trazer vida nova ao espaço. “As flores deixam qualquer lugar mais agradável”, observa.

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