Dia das crianças: brincar ou comprar?

Aproveitando o Dia das Crianças, quem ainda não assitiu ao documentário “Criança, a alma do negócio”, do Instituto Alana, DEVE fazê-lo. Desculpem a expressão, mas é um “soco no estômago” de qualquer adulto consciente, especialmente os pais. Não é possível que continuemos a pensar que esse é o mundo que queremos no presente e futuro. Isso me faz lembrar de um trecho de uma música do Legião Urbana:

“(…)
Esse é o nosso mundo
O que é demais
Nunca é o bastante
E a primeira vez
Sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
(…)”

O filme, dividido em 6 partes (a última são os créditos), pode ser visto aqui:

Seguem as informações do filme, retiradas do blog ciclorganico, citado pelo blog OngCea.

Criança, a alma do negócio – Um documentário sobre publicidade, consumo e infância.
Produtora: Maria Farinha Produções
Direção: Estela Renner
Produção Executiva: Marcos Nisti
Sinopse: “Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que minha filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que meu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que eu comprei maquiagem para minha filha se ela só tem cinco anos? Por que meu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que eu não consigo dizer não? Ele pede, eu compro e mesmo assim meu filho sempre quer mais. De onde vem este desejo constante de consumo?”

Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumes. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real, este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.

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